sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Preciso

Na região do Dique do Tororó uma guarnição da PM interceptou roubo em andamento, praticado por um casal, cujo homem reagiu à ação repressora fazendo reféns uma senhora e uma criança, vindo a atentar contra a vida dos milicianos, mas na disputa prevaleceu a técnica e precisão do combatente, cujo disparo preciso atingiu o meliante, que teve o devido socorro prestado e veio a falecer, tendo sido presa sua comparsa. Ao que tudo indica, é elogiosa a atuação dos policiais envolvidos, preservando a vida dos cidadãos de bem e fazendo cumprir a lei. (Aratu, Itapoan, iBahia, A Tarde e Correio)

Primeiro

Como já era esperado, lamenta-se a primeira morte de guarda municipal em Salvador, ainda não suficientemente elucidada para que se constate a motivação que deu causa ao homicídio, mas o fato é que o GM Ed Carlos Santos foi executado por disparos de arma de fogo na noite de ontem em sua casa em Vista Alegre. A Polícia Civil já diligencia investigações no intuito de esclarecer o ocorrido. (Aratu, Itapoan, iBahia e A Tarde)

Seqüência

Mais uma morte de policial militar é registrada na pesarosa seqüência de perdas; a vítima foi o PM Sérgio Rosa Ferreira, da 37ªCIPM/Liberdade, executado fora de serviço por vários tiros em pleno gozo de férias, em um bar na periferia do município de Capim Grosso na noite de ontem por bandidos que ocupavam uma motocicleta, segundo informa o noticiário. (iBahia, A Tarde, Itapoan e Aratu)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Local

Outro curso interessante entre os disponíveis à distância pela SENASP é o de Isolamento e Preservação do Local de Crime, cuja abrangência de interesse engloba peritos, policiais civis, militares, guardas municipais e todos os agentes da segurança pública que se deparam com ambientes onde houve um delito que deixa marcas no seu dia-a-dia. Ensina de forma clara e objetiva os conceitos e termos envolvidos no assunto, além do passo-a-passo explicando como agir ao chegar no local onde ocorreu um crime, mantendo as condições ideais até a chegada dos peritos, profissionais cujo trabalho é imprescindível para o desdobramento dos trâmites legais no âmbito jurídico, consolidando com provas científicas testemunhos e versões sobre os fatos, visando a elucidação da verdade. É tendo conhecimento nessa área que se combate, por exemplo, o jargão de que "a polícia prende e a justiça solta"; às vezes a falta de provas decorrente de uma perícia não realizada satisfatoriamente é a causa da liberação do criminoso; a justiça precisa de provas robustas para mantê-lo preso e posteriormente condená-lo, fazendo pagar pelos seus erros.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Passagens

Muitos policiais resistem a autuar cometedores de pequenos delitos, como vias de fato ou uso de drogas, principalmente em eventos especiais, por razões como a eventual lentidão para registrar a ocorrência, a liberação do detido após assinar termo circunstanciado, entre outros fatores que desestimulam prosseguir na ação. Essa conduta equivocada é um dos causadores da existência de criminosos com extensa lista de crimes cometidos mas nenhum registro em delegacias, porque policiais julgaram conveniente liberá-lo. É verdade que nem tudo previsto em lei pode ser seguido à risca, há ocorrências que devem ser resolvidas no local sem maiores complicações, contudo em outros casos faz-se necessário o registro formal do fato, seja para respaldar a ação policial ou fazer constar nos assentamentos daquela pessoa o envolvimento com ato delituoso. O bandido costuma iniciar sua carreira com crimes de menor potencial ofensivo, praticando contravenções diversas, até migrar para grandes golpes, e é nesse caminho que costuma ser flagrado, sem necessariamente ter ficha em delegacia. Hoje 2 homens foram presos após roubo de motocicleta na cidade baixa graças ao empenho ágil e eficiente de policiais militares da 17ªCIPM/Uruguai na Operação Munzuá, e ao serem conduzidos à delegacia, verificou-se de um deles o registro de várias passagens por práticas como porte ilegal de armas, formação de quadrilha, roubo de veículo, ao tempo que o comparsa tinha um histórico de desordem, perturbação da ordem pública, vias de fatos e crimes de pequenos potenciais ofensivos. É um diferencial em desfavor ao acusado, que eleva o trabalho da polícia. A partir de medidas como essas evita-se que, em eventual confronto, quando o meliante vier a tombar, deixe de ser chamado de jovem estudante sem antecedentes, passando a ser usuário de drogas com várias passagens pela polícia, por exemplo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Comunitária

Interessante o conteúdo apresentado pelo curso de Polícia Comunitária ministrado à distância pela SENASP. O material esclarece uma série de questões sobre essa filosofia de trabalho, desmistificando certos rótulos e ao mesmo tempo expondo fraquezas da proposta. Um erro notável é a tentativa de copiar um modelo de policiamento que deu certo nos Estados Unidos, em uma realidade extremamente diferente da brasileira, que entre distintos estados encontra peculiaridades diversas. Indo mais adiante, pode-se dizer que diferentes zonas e bairros podem ser altamente contrastantes, e até mesmo no interior de um único bairro chegam a existir diferenças significativas na comunidade, que permitem ou não a colocação em prática das idéias apresentadas. Onde o estado não está presente e a violência é elevada, como em subúrbios e periferias, é bem complicada aplicação da doutrina, ao tempo em que nos bairros mais tranqüilos e menos violentos, como o centro e áreas nobres, a existência de uma real "comunidade" é bastante questionável, também contribuindo para dificultar a aplicação dessa filosofia moderna. Contudo, há valores interessantes demonstrados, dando embasamento para melhor entender e questionar o pregado nesta vertente que se espalha pelo país.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Reviravolta

Essa é para aqueles que acham a profissão policial algo fácil ou tranquilo, já que os combatentes não devem se surpreender com a notícia de que Driele, a refém do caso em Pau da Lima na semana passada agora diz que não houve crime algum, era um simples desentendimento de casal, a polícia é quem provocou confusão. O sujeito, Genivaldo, não teria ameaçado a mulher grávida, somente trancou a casa para que ela não o abandonasse, e quando foi abrir de novo, teria se deparado com os policiais, então ambos ficaram assustados, nervosos, um protegendo o outro, os dois com medo de serem mortos, até que resolveram sair na madrugada. A vítima, que não quer mais ser vítima, pede que o acusado, que não é mais para ser acusado, seja solto. É assim em milhares de casos Brasil afora, a lei Maria da Penha não foi em vão, e talvez nunca vá mudar a repetição da história. Então a culpa foi das dezenas de viaturas e policiais que cercaram o imóvel, também da imprensa que fez cobertura constante em rede nacional. Ainda bem que na Bahia não segue-se a tal "doutrina da SWAT" onde a negociação não passa de 9 horas como se disse na TV, do contrário o resultado do caso seria mais indesejável ainda. Eloá apanhou do namorado, deixou de registrar queixa, foi morta por ele. Driele foi encarcerada, quer retirar o namorado da prisão, vai ser feliz para sempre. Faça-me uma garapa.

Fardas

Um caminhão com mil uniformes da PMBA foi roubado no Paraná, mas felizmente o material foi recuperado, houve fuga dos bandidos, que abandonaram a carga já apreendida. Para quem se pergunta o que tantas fardas baianas faziam em estado tão distante, jornais apontam que o veículo roubado era de uma empresa que fabrica peças da corporação naquele estado. Esporadicamente há registro de crimes cometidos por meliantes que se passam por policiais, seja através de lábia, falsa documentação ou até uso indevido de uniformes. No caso da PM, quem dera houvesse um tempo em que fosse possível identificar o policial de relance, à distância, não tanto pela farda, mas pela postura ostensiva alerta, pelo procedimento padrão em certas ocasiões, demonstrando o diferencial daquele profissional.
Up: Atualização em A Tarde.

domingo, 26 de outubro de 2008

Europa

Concluída a leitura do livro Polícia e Sociedades na Europa, número 3 da série Polícia e Sociedade, fica mantida a impressão deixada pelas outras 2 obras anteriores já avaliadas da coleção. São materiais de valor, que sempre trazem novos conceitos importantes, bem como ampliam o horizonte de observação para análise do trabalho policial em diferentes locais pelo mundo; contudo cabe ao leitor ter discernimento e maturidade suficiente para avaliar se há como estabelecer paralelos com a realidade atual brasileira. A obra se ampara predominantemente em dados da década de 80 nos países europeus, algo bem distante do que se encontra em 2008 no Brasil, por exemplo. Ainda assim, há muito o que se aproveitar, basta não seguir à risca o que é pregado. Há análises sobre diversas facetas da polícia, passagens como as que definem o verdadeiro trabalho policial são cruciais para elevar a estima e motivar o guardião da lei, que muitas vezes desconhece a preciosidade e complexidade da sua função, talvez em virtude da necessita de sobrevivência no dia-a-dia, que coloca em segundo plano momentos de reflexão assim.

sábado, 25 de outubro de 2008

Bem

Acabou bem o caso em Pau da Lima, durante a madrugada houve a rendição e liberação da refém mediante negociação que segundo os jornais foi mantida pelo Cap PM Cledson, do BPChq. Que nenhum tolo ouse propor qualquer competitividade infrutífera com a situação de Santo André, com idéias do tipo "Viu, aqui na Bahia é diferente", afinal é prova cabal de ignorância em vã rivalidade. Penso que não há sequer o que comemorar, afinal essa é a praxe na grande maioria dos casos, seja em SP ou na Bahia, a PM costuma cometer muito mais acertos do que se imagina, são os jornais que alardeiam falhas pontuais, tentando desconstruir o bom trabalho cotidiano. Aliás, dá para se imaginar como alguns maus jornalistas devem ter ficado àvidos como abutres à espera de uma tragédia para terem do que falar. Também a população, que muito atrapalhou os trabalhos, aglomerando-se em elevado volume nas ruas, com agitação e gritaria carnavalesca a cada entrada ao vivo na televisão, demonstrando desprezo à periclitância do caso, e mais ainda infantilidade e incivismo no convívio social. Mas está aí o fruto do trabalho das polícias baianas, mais um acerto para a galeria de sucessos.

Insulso

O Diário Oficial do Estado traz hoje a informação de que a PMBA é destaque em relação à presença feminina, que corresponde a 14% do efetivo, maior proporção registrada no Brasil, que presume-se aumentar ano após ano. Esse mero dado não permite dizer se é orgulho ou vergonha, se é bom ou ruim contar com esse número, afinal pouco importa se 1, 14 ou 100% da tropa é feminina, e sim a disposição para o serviço, o interesse pela capacitação, a manutenção de boa forma, o alcance de resultados no desempenho das atividades. O que realmente importa é a responsabilidade e o compromisso, independente de gênero ou até preferência sexual.

Cinema

Última parada - 174 já está nas telas dos cinemas baianos; é um bom filme, que não deve alcançar tanto sucesso quanto Cidade de Deus e Tropa de Elite, mas vale a pena assistir, sendo recomendado um conhecimento anterior sobre o caso a que se refere o título, preferencialmente através do documentário Ônibus 174, de excelente qualidade, bastante completo. A obra que está em cartaz cria a história o protagonista do referido crime, apresentando a conjunção de fatos que culminou naquele desfecho, completando de modo alternativo e ilustrado a saga narrada no documentário. É lançado em momento crucial, logo após o fatídico ocorrido em Santo André, espera-se que o espectador perceba que a falha policial ocorrida na ação é um pedaço do conjunto de erros contínuos e constantes da política estatal, ausente em diversos setores, dando margem para o surgimento de criminosos em potencial a cada momento.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Baiano

Surge agora o "Lindemberg baiano", uma quase-repetição do crime ocorrido em Santo André é constatada hoje no bairro de Pau da Lima, em Salvador, onde Genivaldo Pereira dos Santos, 20 anos, mantém refém sua namorada Driele Pitanga Santos, de 18 anos, grávida de 8 meses, que teria tentado encerrar o relacionamento conturbado, com registro de diversos conflitos anteriores, conforme testemunhos aos jornalistas. A polícia já está no local, negociações estão sendo efetuadas na presença de familiares, torce-se para que os profissionais sejam capazes de contornar a crise debelada por um indivíduo em descontrole emocional periclitante. (Itapoan, Aratu, iBahia, Correio e A Tarde)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Apreensões

Um dos momentos mais gratificantes na rotina policial é o de efetuar uma grande prisão ou apreensão, rende uma recompensa moral que faz valer o sacrifício. De certo ponto de vista não é algo para ser tão comemorado, já que representa falha da etapa preventiva: permitiu-se que a arma chegasse, a droga fosse produzida, o crime ocorresse; mas a interceptação repressiva não deixa de ser uma face nobre e valorosa. Hoje a PM conseguiu prender 15 pessoas (10 segundo a Itapoan) com drogas e armas no Candeal, acusadas de crimes, e junto com elas estava grande quantidade de munição, uma submetralhadora, cocaína, pedras de crack e maconha. Outra boa apreensão foi da Polícia Civil da Bahia, que contou com o auxílio do faro da cadela Fani, responsável por encontrar mais de 20kg de pasta-base de cocaína na carroceria de uma caminhonete, material que, após ser refinado, renderia mais de 100kg de pó, produto avaliado em mais de 2,5 milhões de reais. Parabéns aos homens e animais que labutam contra o crime no território baiano, esse é o caminho.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Turno

Na Bahia só há 2º turno na capital do estado, onde estarão envolvidos na operação 5592 policiais militares (1, 2 e 3), número aproximadamente 4x menor que o contabilizado no 1º turno onde foram cobertas centenas de cidades por todo o interior. É um grande efetivo que integra tropas especializadas, ordinárias e em formação, tendo alunos do curso de soldado e do curso de oficiais envolvidos, estes últimos participando decisivamente na escolta de urnas antes e depois do pleito eleitoral, além do policiamento ostensivo em vários bairros. É um número elevado que demanda uma manobra logística bastante complexa, onde tenta-se contornar carências da corporação em matéria de armas, munições, coletes, viaturas e equipamentos diversos, para o fim de prestar um bom serviço à sociedade, dando tranquilidade no domingo das eleições com bastante sacrifício aos envolvidos no trabalho.

Armado

Na noite de ontem foi baleado na cabeça durante roubo em ônibus da linha Salvador-Alagoinhas o policial Marcos Antônio Sales , do 12ºBPM/Camaçari, vítima de disparo por ter sido identificado como integrante da corporação. Foi socorrido no Hospital Agenor Paiva segundo os jornais (1, 2, 3, 4 e 5), que não detalham se o mesmo teve a oportunidade de reagir, se estava armado no momento, de qualquer sorte essa é a tônica da postagem, a necessidade do policial ter sua própria arma para garantir proteção quando fora de serviço ou até mesmo durante este, já que uma eventual carência da corporação já seria parcialmente coberta pelo uso da própria arma, devidamente registrada, quando em serviço, acessório que passaria a ser incorporado como continuidade do corpo do policial, conforme pretende a técnica. É oportuno ressaltar este ponto, a importância de desenvolver "intimidade" com o equipamento, para evitar os casos de disparo acidental, como diz-se ter ocorrido em uma companhia da PMMG em Juiz de Fora, quando uma guarnição fazia carga de uma submetralhadora para o serviço e foi surpreendida pelos tiros indesejados; um PM acabou sendo morto e outro gravemente ferido com tiro na cabeça dentre os disparos efetuados, fato que às vezes também ocorre em delegacias, na Força Nacional ou quartéis das Forças Armadas. Ao tempo em que se cobra das autoridades o provimento de melhor qualificação, é preciso estimular também o profissional para que, sacrificando pouco tempo dos seus intervalos ou folgas, possa desenvolver mais habilidade com seu instrumento de trabalho, evitando acidentes que podem ser fatais.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cantigas

Cantigas militares estão presentes nas polícias como herança das forças armadas, e já não me surpreenderia ver isso repetido em formação de policiais civis, por exemplo, apesar de nunca ter ouvido relatos nesse sentido; mais fácil esperar da nossa Guarda Municipal, por exemplo. São canções tradicionais, históricas, algumas adaptadas ou recentes, que geralmente elevam o moral da tropa, motivando os combatentes diante de dificuldades, desgaste físico. São também instrumento de persuasão, uma tropa de choque com brados e gritos técnicos certamente vê seu potencial maximizado empregando esse recurso. Às vezes falam de amenidades, situações cômicas, de brincadeira a um colega, elogio às mulheres ou tantas outras passagens da vida castrense. Um problema em meio a essa situação é a mera repetição defeituosa do que ocorre no Exército Brasileiro principalmente, trazendo os ex-combatentes das tropas federais cantigas típicas das 3 forças que não se coadunam com atividade policial, tratando de segmentos, uniformes, atividades, cursos e equipamentos específicos daqueles, sem relação visível com a PM que temos hoje. É preciso estimular a criação de uma identidade policial militar, e essa é uma das maneiras de valorizar tal característica, dando à corporação uma faceta vibrante que seja essencialmente sua, autêntica. Com alguma criatividade dá para compor algo em prol dessa vertente, não custa muito a quem vê beleza e utilidade em manter a tradição.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Insensatez

A bazófia em torno do caso em Santo André não tem mais fim, só se fala disso, e o pior, das formas mais deploráveis possíveis. A imprensa manteve-se em incessante perseguição a modos de auferir mais audiência e consequentemente angariar mais lucro, mentalidade irresponsável que muito interferiu na possibilidade de uma conclusão mais exitosa do caso, a exemplo do que fez Sônia Abrão, entrevistando o criminoso em seu programa por telefone, impedindo assim que a polícia mantivesse a negociação, e dando corda, combustível para a mente do bandido. Após o fato, os programas e jornais abrem espaço para incontáveis especialistas que às vezes jamais estiveram à frente de uma negociação real ou sequer foram policiais um dia. É triste e cômico ver os mirabolantes planos hollywoodianos de entrada tática, só faltou teletransporte nas simulações apresentadas por quem dificilmente teria capacidade autorizar experimentos perigosos enquanto a ação se desenrolava, mas depois do desfecho quer dar seu pitaco crítico. Parte da população também faz vergonha, lotando o velório da vítima para regozijar-se sacando o celular e tirando fotos do corpo no caixão, tremenda imoralidade, e seguem ao lado da já citada imprensa descompromissada. Ambos desconhecem, por opção ou ignorância, que muitas vezes a polícia também é vítima em diversos casos. Se tomassem conhecimento das carências, falta de equipamentos, armas, material, precariedade de estruturas e inexistência de instruções, possivelmente se colocariam ao lado dos combatentes em busca de melhores condições para execução do serviço. Mas preferem dominar-se pela emotividade e divagar sem lucidez sobre o que desconhecem.

domingo, 19 de outubro de 2008

Macete

Capa de A Tarde neste domingo, o desvio de função de PMs, conhecido internamente como uma das vertentes do "macete", é realmente um desafio para a solução da carência de efetivo. Como a reportagem bem explicita, há diversos órgãos e funções não-policiais onde estão lotados homens e principalmente mulheres que foram formados para execução do policiamento ostensivo, do combate ao crime nas ruas. O agravante é que, além de desfrutarem de conforto e prestígio diferenciado, sem exposição aos riscos, os profissionais lotados nessas áreas gozam de gratificações e remuneração especial, recebendo bem mais do que os combatentes que labutam sob sol e chuva, dia e noite, nos becos e vielas, trocando tiros, na correria. Fique bem claro que há necessariamente seções administrativas na corporação, igualmente existe assessoria indispensável em alguns órgãos. Também não é a pior pessoa do mundo aquele que aceita vaga nesses ambientes, ou mais ainda os apadrinhados políticos que conseguem transferência para as tão sonhadas secretarias, tribunais, repartições públicas; o desejo por um local de trabalho menos stressante, mais seguro, prestigiado e tranquilo é natural à maioria, contudo é preciso que haja limitação legal para a lotação de efetivo nessas unidades, senão fica difícil para o policial que está nas ruas aceitar todas as dificuldades que o serviço operacional impõe, sabendo que há alguém com a mesma formação que ele recebendo salário muito maior e exercendo função que qualquer outro profissional seria capaz. É esse, inclusive, o xis da questão, já que em um módulo ou viatura, somente um PM pode estar, enquanto em telefonia, barbearia, biblioteca, pátio de escola ou portaria, outras pessoas podem ocupar a função satisfatoriamente. O comando geral está atento, bucando moralizar a situação. A farra do luxo deve ser revista, adequando-se ao estritamente necessário, em prol da segurança da sociedade, sem que alguém esteja sendo pago para vagar por corredores.

Saneamento

A Secretaria de Segurança Pública volta a desencadear a Operação Saneamento, 1 mês depois da primeira atuação. O grandioso efetivo de 675 policiais civis e militares, em 85 viaturas, conseguiu efetuar a prisão de 22 procurados, cumprindo mandados de prisão. Policiais de diferentes unidades operacionais foram empregados, em coalizão forte para o combate a criminalidade em bairros do subúrbio, da manhã de sábado até segunda-feira. É uma das faces do combate ao tráfico de drogas, grande catalisador da criminalidade.

 
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