segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brevidades

- A capa do jornal A Tarde hoje estampa manchete que não é grande novidade mas nem por isso tema de pouco interesse, o grande envolvimento de jovens em crimes contra o patrimônio, constatando a falta de uma estrutura familiar completa na grande maioria dos casos. Para todo adolescente que furta ou rouba há um pai e/ou mãe ausente, tendo em vista que por mais que não se possa acompanhar os filhos o tempo inteiro, dá para se constatar de longe más companhias, comportamentos suspeitos, surgimentos de objetos de alto valor sem fonte justificada, etc.
- Hoje é feriado nacional em homenagem a Tiradentes, patrono das polícias. Primeiramente não deposito muita fé nos heróis nacionais, por diversas razões. E além disso, lembro da frase de Nelson Rodrigues "O brasileiro é um feriado", o que faz pensar sobre as vantagens e desvantages da cultura de ter tantos dias de folga no ano, coisa que não se vê em muitos países desenvolvidos.
- Por fim, se é que alguém deu por falta, a novela Nardoni, Jatobá e Isabella não está sendo acompanhada neste blog, as mídias já o exploram à exaustão, o que se podia retirar de lição do fato já foi discutido aqui em outras oportunidades.

Rio

Enquanto aqui é lembrado e homenageado o colega que mais recentemente nos deixou, no Rio de Janeiro 5 PMs foram mortos só na sexta-feira e sábado, todos também fora de serviço. São dados preocupantes, que demonstram o sério risco a que estão submetidos os policiais militares por todos país, com agravante em determinadas regiões. Faltam providências, provimento de melhores condições, capacitação, reconhecimento, muita coisa para que valha a pena arriscar-se diante de tantos perigos sob recompensas vãs.

domingo, 20 de abril de 2008

Morto

Outro PM volta a ser executado pela criminalidade, Egídio Castro Júnior, 40 anos, da 37ªCIPM/Liberdade foi morto com 20 tiros de pistolas em plena tarde de sábado. Diversas unidades da área e especializadas se deslocaram no momento com a promessa de buscar elucidar o caso como forma de vingar a morte do colega, que atuava ativamente no combate ao crime. Lamenta-se com pesar a despedida de mais um combatente.

sábado, 19 de abril de 2008

Militar

O militar (substantitivo) não pode militar (verbo). Lamentavelmente esta asserção parece verdadeira em diversos casos. Ainda sou defensor da manutenção da doutrina militar nas polícias nos estados, mas não deixo de considerar desvantagens que isto possa acarretar. A voz do militar muitas vezes é calada a bem da disciplina, o que pode tanto auxiliar o controle quanto omitir abusos. Nos últimos dias muito se comentou sobre declarações do General-de-Divisão Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ao tratar sobre a problemática da soberania na Amazônia. O Exército Brasileiro sabidamente passa por dificuldades, e diante de uma manifestação legítima e cautelosa, diz-se ter havido certa resistência de alguns setores, que as palavras proferidas foram malvistas, cobrando-se explicações em patamar que certamente não aconteceria caso fossem outras autoridades declarando.
Parece ser assim também nos estados, nem todos os coronéis costumam fazer comentários sobre questões estruturais e salariais. Nas entrevistas, a praxe é comentar somente sobre amenidades e temas abstratos; é bem verdade que certos problemas podem e devem ser mantidos nas esferas internas, "roupa suja se lava em casa", mas há ocasiões em que a verdade precisa ser dita, e nem sempre o é. Se isto acontece com oficiais generais e superiores, também com os demais postos e graduações não é diferente, o que compromete a representatividade e dificulta pleitos de melhorias. Certos ou errados, poucos ousam "colocar a cabeça a prêmio", sob risco de serem alcançados por estatutos, regulamentos e até mesmo pelo Código Penal Militar.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Esporte

A prática desportiva é um bom método de manutenção da forma física, além dos benefícios que traz à mente. Este recurso é tradicionalmente utilizado nas próximidades do dia de Tiradentes para entrosar PM, Forças Armadas, outras polícias, o aparato da segurança pública em geral. É uma interação salutar visando reduzir as distâncias entre as corporações.
Mas apesar de todos estes benefícios, nem tudo corre bem nas disputas estaduais, o que tem demandado grande atenção na segurança destes eventos. O BAxVI de domingo contará com centenas de policiais militares atentos a cada torcedor, para fins de evitar os problemas que têm sido constatados. Mas deslocar batalhões inteiros para o evento não é suficiente, ultimamente aconteceram discussões sobre a possibilidade de desfazer ou controlar as torcidas organizadas, com alternativas como numerar as camisas dos torcedores que compõem as mesmas, medida aparentemente positiva; se os policiais portam numeração ostensiva evidente para fins de controle de excessos, facilitaria muito a contrapartida em utilizar nos torcedores artifício parecido, permitindo melhor controle. Medidas como a proibição de venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio também merecem avaliação, inclusive já está em prática em outros lugares do país. Se as liberdades estão sendo usufruidas com abuso e ferindo o direito alheio, cabem meios de contenção em prol da coletividade.
Foto: Portal Kade Conquista

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Cabrini

Talvez fosse esperada maior repercussão na prisão do renomado jornalista Roberto Cabrini, mas o corporativismo está aí para "segurar as pontas", porém confrontando com a competitividade e disputa das concorrentes. O que se sabe é que a situação está complicada, diz-se ter sido encontrada uma dezena de papelotes de cocaína no veículo, os quais o acusado alegara fazer parte de reportagem especial. Acontece que há a informação de um vídeo em que o repórter aparece consumindo a droga. Talvez equivocadamente o mesmo alegou que não as consumia, passando assim a ser equadrado por tráfico de drogas. Segundo o próprio a suposta amante que o acompanhava o obrigou a consumir através de ameaça e provocou o flagrante. Aguardemos, perplexos, o desencadear dos curiosos fatos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Convicto

Diante dos novos noticiários, parece ainda mais convincente o dito aqui ontem, sugerindo a análise dos fatos como possível forjamento. A foto que estampa a capa de A Tarde no tocante à manifestação em Itapuã ontem deixa quase evidente que os cartazes NÃO foram feitos pela população local. Não é plena convicção, talvez tenha sido produzido por alguém mais técnico. Não é obrigatório acontecer, apesar de tão constante, o excesso de erros ortográficos. O que chama a atenção mesmo é a forma como estão escritas as frases, praticamente idênticas às práticas nas publicações em jornais. Praticamente não me restam dúvidas de que moradores comuns não escreveriam "Moradores entram em desespero ao ouvir o som dos tiros que levou a morte de 2 pessoas". "Policiais levam medo e pânico aos moradores da Baixa do Soronha". Nas manifestações "legítimas", tradicionalmente acontece diferente. Ou tinha algum "profissional das letras" em meio à manifestação, ou é evidente o indício de que foram induzidos a escrever desta forma. Não parecem restar dúvidas que estas frases nem de longe representariam manifestação espontânea de parentes e amigos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Intersecção

Para interpretar melhor esta postagem recomendo tomar parte do relatado nos 2 posts anteriores. Feito isto, fica o seguinte questionamento, mesclando as 2 ocorrências: e se os policias surgissem na iminência em que o jovem de 13 anos efetuava disparo contra o de 16? Amparados pelo excludente de ilicitude denominado legítima defesa de outrem, poderiam ter atingido o menor, visando salvar a vida do outro. Mas será que a sociedade legitimaria a ação? Será que os jornais não fariam um escândalo pelo fato de PMs terem atingido um adolescente tão novo? Ou talvez dissessem que nada daquilo ocorreu, que a arma foi plantada na mão do jovem e os policiais teriam sido desastrados na operação? Pois é, muitas vezes acontece isto, e convicções precipitadas acabam por prejudicar um bom trabalho.
Mas enquanto isto a labuta continua, já apareceu outro caso de morte em escola, um aluno de 18 anos matou outro de mesma idade através de facada em Santaluz, a 259km de Salvador. Mais uma rebelião em delegacia é controlada, agora em Porto Seguro, onde as estruturas foram destruídas. Como vemos, certas condutas estão se tornando corriqueiras, a despeito do ilícito vinculado a elas.
Foto: Margarida Neide/A Tarde

Apuração

Volta a haver manifestação contra ação policial em bairro carente, desta vez na Baixa do Soronha, e novamente contra a ROTAMO do BPChq. Como não estive presente, tampouco a quase totalidade de quem vier a ler isto, as idéias adiante expostas são fruto do divulgado pela imprensa local e de impressões gerais anteriores.
Trecho da Tribuna da Bahia: "Baixa do Soronha. Segunda-feira, 10 horas da manhã. Soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadem o local, de armas na mão, atirando para todos os lados. “Sai da frente que bala não tem olho”, gritava um deles para crianças apavoradas." Pelas razões já ditas, não posso negar o ocorrido, mas reluto, resisto e tenho dificuldades em acreditar que seja verdade a cena descrita, é muito pouco provável que uma guarnição atue assim. É pena nestes casos quase nunca ter uma câmera que tenha registrado fielmente o ocorrido e contestar os testemunhos anônimos.
Moradores queimaram pneus, madeira, interditaram via local por cerca de 5 horas. Há quem se convença, devido a esta reação, de que os 2 rapazes que vieram a óbito eram inocentes, o que é uma conclusão precipitada e possivelmente equivocada. É comum que o tráfico ganhe simpatia nas localidades onde se instala por favorecer os moradores, oferecendo produtos de roubo e cedendo ajuda em diversas circusntâncias. Ou seja, é grande o poder de persuasão dos traficantes, é fácil ordenar e perceber o cumprimento imediato da ordem para que a população se manifeste.
Desta vez os 2 indivíduos eram maiores de 18 anos, do contrário certamente o alarde seria maior, e iriam manter o repetitivo mau hábito de publicar fotos da infância, induzindo a uma aura de inocência e pureza que já não correspondem à maioria dos envolvidos nestas ocorrências.
O local onde ocorreu a alegada troca de tiros foi uma casa que se encontrava em reforma, talvez por isso parte de um muro tenha desabado durante um confronto, artifício que jornais utilizaram como forma de magnificar o relato, quase transformando os policiais militares em "monstros superpoderosos".
Por sinal, são constantes as manifestações contra o trabalho de PMs da RONDESP e ROTAMO, principais grupamentos combativos da cidade, que chegam em socorro às mais graves ocorrências e invariavelmente estarão mais expostos a riscos nos combates para o qual são arduamente treinados e instruídos, de modo que prevaleça a técnica, a legalidade e o profissionalismo destes homens contra o amadorismo insano de criminosos
Há ainda uma vasta gama de outros detalhes que poderiam ser trabalhados acerca das notícias, mas por ora dou-me por satisfeito por, pelo menos, questionar a veracidade do exposto. Os órgãos competentes irão apurar supostos excessos. Na delegacia, a versão dos policias como sempre difere do relatado por envolvidos, inclusive neste caso houve apresentação de armas e drogas apreendidas. Definitivamente, não há como dar credibilidade plena a uma situação em que não estivemos presentes, nem ao que nos é passado pelos meios de comunicação.

Foto: Margarida Neide/A Tarde

Juventude

Tribuna, Correio e A Tarde relatam o homicídio perpetrado ontem por um adolescente de 13 anos contra outro de 16, em plena luz do dia. É maçante repetir que a adolescência é uma fase de mudanças, crises etc, melhor tratar do que é palpável. Coincidentemente nos últimos dias houve manchetes neste sentido, pretendia ter postado algo sobre o tema ontem, já que o Correio da Bahia analisou o problema vivido em shoppings no trato dos seguranças com crianças e adolescentes que promovem baderna, incomodando lojistas e pessoas que circulam nos locais. Também a Tribuna da Bahia trazia extensa análise sobre a situação nas escolas, relatando casos de violência em colégios públicos e denúncias relativas à situação. Hoje, além destes dois, também A Tarde estampou na capa o caso supracitado, adolescente cumpre ameaça e mata outro, supostamente devido a rixa provocada pelo fato de um integrar a Torcida Uniformizada Os Imbatíveis e outro a Torcida Organizada Bamor, adversárias no futebol local, que mais parecem facções criminosas, conforme tratou o jornal no domingo, no caderno de esportes. Chama a atenção também a informação de que no perfil do acusado no Orkut havia uma série de fotos de armas de fogo, drogas lícitas e ilícitas, quantias em dinheiro, dizeres promíscuos e autodenominação de que seria 157 (ladrão), e fumava maconha desde 1 ano de idade. A pergunta é, onde estão o pai, a mãe, a família deste adolescente infrator? Ausentes, com certeza. Na falta deles, ocupa o vácuo a polícia.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Falcões

Após ter concluído recentemente a leitura de ambos, sugiro aos interessados a leitura de Falcão - Meninos do Tráfico e tambem Falcão - Mulheres e o tráfico. Ambos trazem um notável relato verídico da realidade do tráfico de drogas, inclusive com confidências das idéias e pensamentos de quem participa desta rede, destacando-se o curioso senso da maioria em não ter peso na consciência por vender drogas mesmo àqueles que estão em estado de saúde abalado ao extremo, sob o argumento de que ninguém é obrigado a comprar e nem mesmo eles ofertam em propagandas por aí. Quem compra é porque quer, e se um recusa a vender, logo adiante terá outro para fazê-lo. Ambos se comunicam no tocante a como ocorre o ingresso neste ramo e geralmente como termina, tanto da parte dos adolescentes e crianças quanto das mulheres. Cada obra custa na faixa de 30 reais, os autores são Celso Athayde e Mv Bill.

domingo, 13 de abril de 2008

Serviço

Graças à preciosa dica obtida através do Diário de um PM, descobri e consegui disponibilizar aqui no Blitz Policial o mecanismo de recebimento das atualizações do blog via e-mail, é neste quadro logo à direita. Além da já disponível assinatura de Feeds, este novo facilitador permite mais uma alternativa aos leitores e colaboradores que se propõem a acompanhar as postagens, agora sem a necessidade de acessar diretamente a página para tomar parte do que de novo acontece em Salvador, Bahia, Brasil e até no mundo, após garimpo de importância, qualidade e veracidade. Um passo em frente!

EUA

Já vi que lá é como cá... Mas nem tanto. Está disponível no Terra tradução de reportagem do The New York Times tratando das mortes de policiais nos EUA, principalmente por suicídio, problema semelhante enfrentado por policiais na Bahia e no Brasil. Apesar de alguns indicadores imprecisos, conforme admite o próprio autor, bem como certa discrepância na relação entre os dados daquele país se comparados com os do Brasil, há uma série de informações interessantes, como as honrosas homenagens aos que morrem em serviço, bem como o auxílio significativo do Estado no provimento à família do de cujus, que conta com bolsas de estudo, assistência de até 300 mil dólares, além de vantagens pessoais que a condição dos policiais lá deve permitir, como uma apólice de seguro de vida que assista a família nestes casos. Infere-se então que, sem que seja novidade, lá o policial é bem mais valorizado e reconhecido; sociedade e governo demonstram ter ciência do precioso labor policial. Por aqui, tendo tantas ou mais responsabilidades, dificuldades e necessidades, os profissionais estão longe de contar com a devida assistência nessas horas.

sábado, 12 de abril de 2008

JN

Está disponível o vídeo reprisando a edição do Jornal Nacional da sexta-feira, quando se tratou sobre a violência crescente na Bahia. É incomum os estados do nordeste serem lembrados neste noticiário, geralmente a citação é em fatos negativos, como acontece agora. Percebe-se também a produção de um gráfico tendencioso, demonstrando o crescimento em barras de aparente/evidente desproporcionalidade com o índice. Alega o secretário de segurança pública que os concursos em andamento colaborarão com a redução destes índices, opinião até coerente, com a qual este blog já concordava antes, mas digna de ser esclarecida de modo mais apurado. Dos 3200 novos soldados vindouros, pacela considerável ocupará unidades no interior. Na problemática capital, uns tantos servirão em unidades administrativas, distantes da atividade fim. Os bandidos estão na ativa dia e noite, a sociedade tem suas demandas 24 horas, mas a escala de serviço é estruturada em diversos turnos, de modo que se uma unidade conta com 100 policiais, isso não significa nem de longe o efetivo à disposição para o serviço propriamento dito. Afora isto, há os afastados por problemas médicos, as férias, os que vão para a reserva, que saem da polícia, são presos, morrem, ocupam a vaga deixada por outro... Enfim, no final das contas quase não há aumento de efetivo em verdade, só a diminuição do rombo, completando algumas lacunas e tantas outras permanecerão vagas. Antes mesmo deste curso começar, dá para concluir preliminarmente que já seria oportuno fazer outro, a não ser que se espere novamente um patamar de calamidade para a adoção de medidas diferentes.
Clique na imagem para assistir ao vídeo

Policiando

A polícia se policia. Engana-se quem acha que nas corporações prevalece a impunidade, os erros costumam ser apurados e muitas vezes resultam em punição. Atualmente cita-se como exemplo o caso da agente da Polícia Civil Tatiana, que acabou atingindo fatalmente um homem durante ocorrência em Porto Seguro e agora foi denunciada pelo Ministério Público por crime de racismo e homicídio. Também um perito técnico foi responsabilizado pelo seu erro, sendo demitido em virtude do golpe fatal que desferiu contra um diácono em fila de caixa eletrônico. Da parte da PM, punições de casos de repercussão midiática têm sido publicados em boletins internos, ensejando correção das práticas. No geral, vê-se que há uma vigilância constante da conduta dos agentes atuantes na segurança pública, o que tende a elevar o grau de confiabilidade. Resta a curiosidade sobre se os desvios, crimes, casos de corrupção e tantas outras práticas condenáveis também estão sendo combatidas nos setores de educação, saúde, administração...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Família

No mês passado houve aqui 2 breves comentários, um sob o título Pai e outro Mãe, alertando sobre a ligação do rompimento de laços familiares com a criminalidade. Hoje dá para trazer ainda mais fatos recentes, os de foco nacional, como a garota de 12 anos torturada em um apartamento, sendo acusada a empresária Sílvia Calabresi, a menina Isabella de 5 anos atirada do 6º andar cuja acusação recai para os pais, e agora um mais recente no oeste da Bahia, onde um pai e um filho, de 52 e 24 anos respectivamente, foram mortos quase simultaneamente um pelo outro. Isto mesmo, após discussão enquanto trabalhavam em bar na madrugada, o filho desferiu golpe de faca contra a perna do pai, rompendo a artéria femural; ainda tendo forças para reagir, o pai sacou um revólver calibre 38 e disparou atingindo o filho, ambos faleceram a caminho do socorro. Não devemos nos assustar, é neste patamar mesmo que se encontra a sociedade brasileira, no final surge um polícia para fazer a faxina social.

Não-letal

O consagrado Diário de um PM, que sempre traz novidades e reflexões inteligentes, tem destacada aqui a mais recente, cuja abordagem é semelhante à da intenção de diversos posts aqui no Blitz Policial, ao avaliar e corrigir manchetes de jornais, como aconteceu agora acerca dos experimentos com armas letais feitos pelo BOPE e outras tropas e profissionais da segurança, o que foi noticiado como grande novidade e na verdade era... Confiram na própria página, está tudo descrito de forma completa e criteriosa. Só antecipo que dentre os jornais e blogs que divulgaram equivocadamente o fato como grande novidade está o Reporter de Crime, sumidade no ramo, que chega a afirmar com certa presunção aparente de que esta medida foi adotada em decorrência do apelo de setores da imprensa.

BPChq PMSE

São muitos os blogs que tratam de temas policiais na web, e a cada dia um novo é criado, ou senão descoberto, como acaba de acontecer com o Batalhão de Choque - PMSE, do qual tomei conhecimento há pouco através do Diário do Stive. Nele há divulgação de feitos da PMSE, co-irmã vizinha da Bahia, sendo inclusive um dos posts mais recentes a apresentação de inciativas voltadas para o entrosamento de ambas, medida louvável. Vale inclui-lo no rol de visitas diárias, é mais uma fonte de informação com elevado grau de confiabilidade.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Escape

Mais uma da série de ocorrências que se repetem praticamente todos os dias nesta cidade e estado, quatro presos fogem de cadeia em Sobradinho. As fugas de presídios e delegacias, juntamente com os homicídios relacionados ao tráfico de drogas, já não são mais novidades, falta somente criar uma coluna fixa nos noticiários atualizando-se diariamente as variações de localidade e outros detalhes acerca dos fatos. Pelo que chega ao conhecimento público seriam exatamente estas duas questões as de maior relevância no momento, e as polícias encontram sérias dificuldades e limitações para combater as práticas. É hora de se preocupar efetivamente com isto, deixando de lado ocupações desviantes ou de pouca importância.

Foto: Deonicio Braga/A Tarde

Homicídios

A Tarde hoje avalia o alarmante crescimento do índice de homicídios em Salvador, ultrapassando a ordem de 50% quando comparado o primeiro trimestre deste ano ao de 2007. Não houve crescimento populacional que justificasse a diferença nesta proporção, é um sinal claro de que algo foge da normalidade. Creio que pouco esteja ao alcance da PM no combate a esta modalidade, parece mais eficaz o empenho na elucidação dos casos, cuja porcentagem é extremamente baixa, bem como no ágil julgamento e condenação dos culpados, distanciando a sensação de impunidade. Há uma série de medidas que também poderiam ser avaliadas por governantes das esferas municipal, estadual e federal no intuito de combater esta prática, melhorando a iluminação pública e infra-estrutura em certas localidades, limitando o horário de funcionamento dos bares e até mesmo discutindo-se a idéia de descriminalização do comércio de certas drogas, tema polêmico que parece esquecido nas altas esferas políticas até em âmbito mundial, e também decisivo, já que grande parte das mortes envolve vinculação ao tráfico de entorpecentes, a exemplo de uma notícia que chamou a atenção nos noticiários, a apreensão de drogas, explosivos e diversas munições no IAPI, cujo fim certamente seria o óbito de mais indivíduos. As medidas em adoção não demonstram surtir o efeito desejado, é bom rever as idéias e considerar novas alternativas para reverter o quadro.

 
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