domingo, 31 de agosto de 2008

Presença

Jornais têm anunciado a constatação da presença do próprio comandante geral da PMBA, Cel PM Mascarenhas, no transcorrer de algumas blitzes realizadas na cidade, feito que não se via no passado e certamente não faz parte da rotina das demais corporações no país. É algo que a mim não causou grande surpresa, baseado nos relatos que havia tomado conhecimento sobre o perfil histórico do novo comandante, seria previsível seu provável comparecimento nas atividades de área, o que tem acontecido inclusive à noite, de madrugada e em finais de semana. Nos limites da hierarquia e disciplina, há quem pense ser algo indevido, sendo esta atribuição destinada a outros oficiais em escalões inferiores, reservando ao comandante o comparecimento aos eventos onde é imprescindível sua presença em virtude da função exercida, preservando inclusive a mística do poder, necessária nos meios militares. Parece positiva sim essa postura atuante e ostensiva na atividade fim da corporação em horários e locais onde menos se espera, dando a entender que o comando tenta realmente estar próximo a quem labuta na linha de combate, e mais ainda indicando que, se a maior autoridade tem atuado firmemente no teatro de operações, estende-se a todos os demais chefes a missão de acompanhar de perto, conforme as peculiaridades de cada função, o trabalho que tem sido desenvolvido pelos subordinados, prezando sempre pela melhor produtividade, eficiência e qualidade técnica nos serviços prestados.

sábado, 30 de agosto de 2008

Status

Há algumas máximas curiosas e geralmente verídicas sobre a atividade policial, uma delas preceitua a condição do homem na corporação, que pode fazer parte da solução, do problema, ou da paisagem. É mais ou menos a idéia transmitida pelo filme Tropa de Elite, apontando que o PM ou se corrompe, ou se omite, ou vai para a guerra. Vale salientar que trata-se de um status mutável, uma condição nada perene que pode oscilar repentinamente durante a carreira, por motivos diversos, justificados ou não. O certo é que seria bastante curioso obter uma estatística com algum grau de confiabilidade apontando qual proporção do efetivo está alocada em cada uma dessas classificações, ouso arriscar que possivelmente a junção do problema com a paisagem superaria com folga o quantitativo da solução.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Esportividade

A prática de esportes é uma das atividades lúdicas utilizadas como forma de entrosar colegas, descontrair ambientes, porém uma das facetas negativas é a extrapolação dos limites provocada pela tensão da competitividade. Quando há diferentes graus hierárquicos envolvidos nos jogos a situação fica mais delicada, trazendo isso para o interior de instituições militares o quadro é mais periclitante ainda. A empolgação desmedida de atletas e torcedores inevitavelmente descamba em atritos disciplinares em virtude da extrapolação dos limites tradicionais através de palavras de ordem, gritos de guerra, gestos. Uma jogada mais violenta torna-se pessoal, a comemoração de um lance soa como desacato, o conjunto de conflitos pode comprometer seriamente as intenções dos jogos, vindo a acarretar em conseqüências negativas posteriormente, em virtude de sequelas mal resolvidas em partidas. É necessário que cada coisa esteja em seu lugar, sem misturar relações profissionais com circunstâncias passageiras, para que no retorno à rotina não haja prejuízo ao bom andamento do serviço.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Milícia

O jornal Correio da Bahia, que por sinal apresenta na sua página novo design, mais arrojado, contudo aparentemente dificultando a leitura através do acesso das reportagens folha por folha via flip, traz hoje em sua capa o anúncio do avanço de milícias na capital, baseando-se na observação do crescente número de grupos ilegais de segurança privada que coagem moradores e comerciante principalmente em bairros suburbanos a contribuirem financeiramente todo mês para a manutenção de um serviço de vigilância na área. Muitas vezes há policiais ou ex-policiais envolvidos nessa atividade que acaba por conferir indevido poder a quem não tem competência e muito menos capacitação para atuar no campo da segurança pública, criando uma perigosa ilusão de aparente tranquilidade à vizinhança onde atua. É um grande desafio prover segurança em áreas onde o poder público não é bem estabelecido, porém o perigo da permissividade diante do avanço dessa prática ilícita é preocupante, devido ao grau de seriedade e ameaça que a proporção dessa atividade pode acarretar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Resultados

Enfim bons resultados são apresentados no campo da segurança, ao que tudo indica graças a um esforço praticamente exclusivo da PMBA, que sozinha conseguiu reduzir drasticamente o índice de certos crimes. Seja no Diário Oficial do Estado ou em jornais como A Tarde, é possível constatar estatísicas que anunciam dados empolgantes, como a passagem de 48h sem homicídios na capital, algo que há muito não acontecia, além de uma queda de 50% no registro geral de homicídios, declínio excepcional. Há medidas que trazem resultados imediatos, sabe-se lá por quais razões alguns relutam em aplicá-las. Há quem equivocadamente pregue que bons resultados seriam obtidos através de duplas de PO nas ruas, deixando de lado a atividade das rádio-patrulhas, as quais sendo bem aplicadas em áreas de alto risco, com reforço de homens especializados, atuando ostensivamente, foram responsáveis por esse resultado louvável. É preciso que se mantenha a dinâmica desse serviço, preferencialmente com a tropa ordinária devidamente preparada, resguardando os especiais para momentos que assim sejam necessários. Muitos resistiram à lei seca no trânsito, mas poucos dias de intensa fiscalização trouxeram resultados cabais e imediatos. Aposto ainda que o mesmo se daria com o fechamento de bares em determinados horários e/ou localidades, a comprovação da eficácia viria em questão de dias na redução de certos crimes. São medidas restritivas, que incomodam os adeptos à máxima liberdade individual, mas garantiriam sem dúvida alguma a supremacia do mais nobre dos direitos, a vida.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Progressão

Ainda sobre a oportuna experiência vivida em curso no final de semana, foi possível atentar para uma outra reflexão sobre essas instruções: a necessidade de "traquejo", por vezes alcançando o nível dos maus-tratos, para que um curso passe a ser "respeitado". Há quem se convença de que o teste dos limites de resistência à psicofadiga molde um bom combatente ao tempo em que lhe é passada instrução eminentemente técnica, que necessita de atenção total, sem competir com fome minguante, frio gélido, sede enfraquecedora, calor escaldante, sono insuportável, dor lancinante ou outras sensações incômodas. Há situações em que realmente é exigida a vivência dessas condições adversas, mas nem sempre é preciso, nem por isso tornando uma atividade menos valorosa. Especificamente neste curso, o tempo não ajudou muito, houve intensa chuva no sábado e sol forte no domingo, havia mosquitos na área de mata, sendo que nenhum desses fatores impediu o bom andamento das atividades, vindo a serem superados pelos participantes. Vez ou outra havia um grito para ativar os ânimos, algumas vezes foram feitas flexões no solo como punição, polichinelos para "acelerar" o corpo, nada que aviltasse o participante; o desgaste maior seria o próprio treino, a repetição de progressões, ajoelhar várias vezes, algum rastejo necessário, a dor dos tiros de paint ball e a devida pressão psicológica na hora de simular a ação em área de alto risco. Seria melhor se houvesse extensa corrida, sem tempo para almoço, com restrição de água, castigos físicos dolorosos, consecutivas noites em claro, testando os limites o corpo, nos moldes de um super-atleta? Tenho minhas dúvidas, há sempre espaço para negação ou afirmação do pensamento apresentado.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

CATI

Neste último final de semana, de sexta-feira a domingo, participei junto a um grupo de colegas do Curso de Progressão em Favelas, fazendo jus ao destino ideal da bolsa formação. Além do aprendizado sobre as técnicas transmitidas pelo sargento Carlos e major José Pedro do BOPE, é possível ainda produzir breves análises sobre o entusiasmo que existe em alguns profissionais em diversas profissões, como lá estavam policiais civis, praças e oficiais da PM, policiais rodoviários federais, guarda civil, agentes da Justiça Federal e profissionais da área de segurança. Gente que sacrifica um final de semana, aperta seu orçamento o quanto pode para manter o treino, aperfeiçoamento profissional, às vezes sem nenhum apoio da insituição, alguns encontrando empecilhos e obstáculos diversos. Mas a oportunidade de rever conceitos técnicos, praticar a doutrina específica, ouvir relatos de quem tem mais experiência, é sempre válida em prol da melhoria, recomendável a participação nessas atividades extra-curriculares.

domingo, 24 de agosto de 2008

Bronca

O acidente envolvendo viatura que escoltava o secretário de segurança em rodovia feriu o sargento Alessandro Begas e a soldado Joelma da Silva Coelho, além de ter resultado na morte do soldado Jorge Alberto Matos, fato triste que perturba a atividade dos policiais. Porém algo ainda mais pernicioso pode estar por trás da história, tomei conhecimento através do site Painel de Notícias, de Wilson Novaes, onde há relato de uma conduta que, em restando provada, parece deveras cruel e abominável, na qual apesar de reiterada insistência de autoridades diversas para que o aparelho desfibrilador acompanhasse o PM ferido no deslocamento de helicóptero da cidade de Ilhéus até Salvador, uma enfermeira dizendo-se cumprir ordens impediu que o dispositivo fosse levado pela aeronave. Talvez não haja nexo causal entre a falta deste recurso e o resultado morte, talvez houvesse estrita obediência hierárquica da mulher, quem sabe o hospital realmente não poderia passar algum tempo sem ele, mas o sorriso da enfermeira tem ressoado mal entre policiais, insinuando possível caráter anti-ético e imoral daquela profissional da saúde, a quem compete a nobre missão de preservar vidas. Que haja justa apuração da conduta para que não restem eventuais dúvidas sobre a reputação de uma classe, nem discórdia seja espalhada entre profissionais que não raro necessitam uns dos outros.

Saltear

Registra-se novamente em Salvador troca de tiros em decorrência de roubo em ônibus, desta vez no ponto, fora do veículo. Policiais em busca de praticantes desta modalidade criminosa teriam efetuado abordagem a suspeitos que reagiram, vindo os dois a tombar em alegado confronto, tendo sido apreendidas com eles 2 armas e quantia em dinheiro. Na quarta, quinta e sexta-feira houve registro de tiroteios dentro de coletivos, a maioria terminando em desvantagem para os criminosos, em curiosa repetição de fatos que não costumam se suceder nessa freqüência. Coincidência ou não, é mais um indicativo para se levar em conta nas análises da situação hoje em dia.

sábado, 23 de agosto de 2008

Excretas

Alma sebosa, espírito de porco, estraga prazeres; são diversas as alcunhas destinadas a quem vive semeando a discórdia, criando futricas, provocando sérios conflitos. Acontece nos mais diversos meios, no ramo policial não poderia ser diferente, sendo isso observado facilmente em situações como as adiante exemplificadas: em meio a um ambiente onde estão reunidos oficiais e praças, alguém profere comentários maledicentes sobre hierarquia, disciplina, estabelecendo rótulos ou insinuando segregação. O clima amistoso nos contatos entre policiais civis e militares é comum, por questões diversas, mas a boa convivência tende a ser mantida, salvo quando uma das partes insinua estereótipos da outra classe, destacando excessões como erros e desvios que acontecem nas corporações, criando infindável discordância. Em meio a salutares e calorosas discussões sobre policiamento, idéias inovadoras, momentos de motivação, entusiasmo e vibração, surge o inoportuno medíocre que visa abalar o moral de todos com frases como "Eu quero é dinheiro no meu bolso", limitando sua vivência à escravidão mercenária que se estabelece na vida de quem passa a suportar amargura e sofrimento durante 30 dias para que no último venha a ser remunerado com um salário do qual não é digno sequer da metade, mas ainda que dobre ou triplique, nunca será suficiente para as ambições levianas daquele ordinário. São pessoas que já estão mortas em sentido figurado, sua existência limita-se a uma sobrevivência vegetatitva e bitolada, escravidão monetária. Desaparecem os sonhos, as metas, os ideais, restando apenas um corpo físico e uma mente decomposta.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Enredo

Os desdobramentos da situação ocorrida na UFBA fazem o assunto voltar a ser motivo de postagem, afinal surgiu outra notícia de que um estupro teria ocorrido na área do campus, na última semana. Além disso, destaca-se o pronunciamento estúpido, com o perdão do termo, da diretora da Faculdade de Dança, Dulce Aquino: “Não podemos aceitar nunca a PM dentro do campus. Eles são tratados como animais, agem como animais e são capazes de matar como qualquer bandido." Fica patente a limitação da capacidade de raciocínio e do cabedal de conhecimentos desta profissional, que muito deve conhecer de rebolado, suingue, ginga e requebrado, sem ofensas aos estudantes e trabalhadores da área, mas nada sabe sobre o trabalho que a PM realmente desempenha no dia-a-dia, pois só um estado de completa ignorância permite a uma mulher tecer comentários desta natureza, motivando resposta do comando geral da corporação, além de associações policiais. Não chamaria de animais os estudantes-traficantes lá matriculados por ser um partidário da defesa ambiental; quem cria os monstros que assustaram os alunos ultimamente são os próprios usuários de drogas em meio à classe discente. Um leitor anônimo deixou oportuno comentário aqui no blog ontem, sugerindo a instalação de um circuito de câmeras na universidade para identificar suspeitos, com certeza seria uma "mão na roda" ao trabalho da polícia. Mais feliz ainda foi a reportagem veiculada na imprensa há pouco, dando conta que na Universidade Federal de Santa Catarina, graças ao acesso franqueado à Polícia Civil das imagens gravadas por câmeras de segurança, que permitiram investigar a quadrilha que fazia o tráfico na instituição, foram presos hoje um segurança e 4 alunos, restando ainda 3 foragidos que integravam a cadeia do tráfico no campus. Há muito tempo se sabe do consumo de drogas principalmente na faculdade de comunicação da UFSC, tudo sob os "olhares cegos" dos seguranças. Não tem segredo, é só permitir que a polícia trabalhe e o resultado vem logo logo.

Surto

Apesar da negativa do secretário de segurança pública sobre suposta onda de violência na cidade, sobretudo em relação a toque de recolher, ao menos um surto inesperado de tiroteios dentro de ônibus tem sido registrado incontestavel -mente. Na penúltima postagem, foram elencadas as ocorrências deste tipo percebidas anteontem e ontem, curiosamente hoje, mais uma vez, a história se repete, vitimando apenas um bandido, cujo comparsa conseguiu escapar. Durante a ação delitiva, um passageiro reagiu com precisão e somente o criminoso foi atingido, o que escapou teria ainda efetuado disparos contra o veículo, porém ninguém se feriu, mesmo o ônibus estando cheio. Mais um reforço para os comentários expostos aqui ultimamente, nem é preciso repetir o restante da postagem.
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Foto: Arestides Baptista/A Tarde

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

UFBA

Reviravolta no suposto estupro ocorrido na UFBA; após análise fria, coleta de depoimento e verificação de sinais do crime no corpo, uma delegada assegurou que não houve o crime propriamente dito, podendo ter sido praticada outra conduta que não a típica do estupro, a qual exige conjunção carnal efetiva entre homem e mulher. O depoimento teria sido falho, inconsistente, além de não terem sido detectados hematomas típicos da violência, entre outros sinais, que indicam mais fumaça do que fogo no enredo da história. Há uma passagem curiosa: ...casa abandonada na qual teria ocorrido a violência sexual, segundo ela trata-se de um local conhecido pela polícia como “lugar onde estudantes usam drogas”, informou a delegada. Mais um reforço provando a idéia apresentada tanto aqui no Blitz Policial quanto no Abordagem Policial acerca do fato. Não há argumentos plausíveis para a recusa da presença da PM na área do campus, a rejeição pode descortinar intenções escusas na defesa daquela bandeira. Quem defende a utopia da guarda universitária armada, rechaçando a PM e tirando proveito político da situação, ou somente aproveitando para "matar aula" e pior ainda, continuar o uso ilegal de entorpecentes, passa a ser moralmente o responsável direto pelos crimes que ocorrem na área em virtude do empecilho ao trabalho preventivo e repressivo da Polícia Militar.

Terror

O clima de medo perdura, em uma cidade onde o toque de recolher tem se tornado constante no subúrbio, evidenciando o quadro de tensão social. Uma das categorias que mais sofre com tudo isso indubitavelmente é a dos policiais, que têm suas vidas ceifadas em virtude da profissão. Há algum tempo comentei aqui sobre a necessidade, muito acima da vaidade, dos PMs buscarem, dentro de suas limitações, meios de evitarem o uso do transporte coletivo para se deslocar. Os fatos ocorridos de ontem para hoje reforçam a grandeza dessa questão; ontem felizmente um passageiro logrou êxito ao reagir a roubo em ônibus, atingindo fatalmente o meliante que praticava a ação delitiva contra os passageiros. Se fosse detectada a arma do homem que estava no fundo do ônibus é certo que ele seria morto, então agiu em sua defesa e na dos demais passageiros, ameaçados por um marginal. Já hoje a reação foi menos exitosa, após roubo em ônibus houve troca de tiros entre policiais e criminosos, contudo não dá para obter informações mais precisas através da imprensa, uma vez que em A Tarde é dito que houve um bandido morto, outro baleado e socorrido, além do Soldado PM Marcus Neri dos Santos, também atingido por tiro; contudo o iBahia afirma ter sido morto um criminoso e atingido também o PM Antônio Fonseca da Silva, que estaria sem farda. Seja lá quem estiver certo, isso se alguma das partes estiver, fica a lição sobre o recorrente risco envolvido em cada embarque nesses veículos.

Universo

Boa novidade no ramo de blogs policiais, o Universo Policial acaba de ser criado e já desfruta do luxo de ser .com, além de contar com boa interface e conteúdo criativo, muito interessante, com foco especial no dia-a-dia do policial militar nas ruas. Bastante recomendável sua leitura, dos favoritos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Contínuo

A moda pegou, maldita seja a premonição anunciada aqui desde anteontem. Mais uma vez um grupo de pessoas resolve ao seu bel prazer bloquear o trânsito em uma avenida de Salvador, agora por julgarem haver poucas linhas de ônibus justo na região do Iguatemi, área crítica de confluência na cidade. Não deve ter sido essa a democracia desenhada pela Assembléia Constituinte que editou a Constituição Federal em 1988, porém as manobras políticas do poder têm permitido com inépcia a perpetuação do que já indica ser uma libertinagem, abuso do recurso a exigir direitos através de protesto. Pior para quem costuma ser pontual, quem vai perder o emprego, o compromisso, a viagem, a consulta médica, etc. Todo mundo quer ter razão, resta saber quem está realmente certo.

Outrossim

Mais uma vez são bloqueadas vias públicas na cidade, assunto ainda ontem citado aqui, e novamente estudantes da UFBA realizam a ação. É fato que um estupro costuma provocar turbulência no seio onde ocorre, porém não há como negar que em meio aos supostos revoltosos há certamente oportunistas, promovendo carnaval nas ruas. Costuma agradar parte da classe estudantil a prática de manifestos deste tipo, no meio da rua, exercendo poder ilícito sobre os carros, e livrando-se dos professores na sala de aula. Todos que já viveram alguns destes momentos durante a época de aluno sabem do que se trata, além disso há um outro aspecto ainda mais relevante e pouco comentado. Houve aqui um comentário registrado por "Dafnis" acusando que os alunos resistem à presença da PM na área do campus em virtude de alguns/muitos deles consumirem substâncias entorpecentes ilícitas naquela área. Curiosamente, pouco antes de ler o comentário, ouvi de um ex-aluno da universidade a mesma colocação, dizendo que isso chega a ser discutido em reuniões de diretório. A vida real é mesmo como no filme "Tropa de Elite", podem acreditar. Sabe-se obviamente que não são todos os partidários da causa, talvez até sejam minoria, mas se escondem por trás de idéias como a criação de uma "guarda universitária armada", tudo para evitar a presença da PM, que iria reprimir o uso de drogas, ao contrário dos particulares que viriam a ser pagos para afastar os criminosos invasores, cujas armas são financiadas pelo tráfico que corrompe as mais diversas classes sociais e intelectuais.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Manifestações

Um dos indicadores da elevada instabilidade social constatada ultimamente em Salvador é a constante ocorrência de manifestações bloqueando o trânsito em vias públicas, algo que não pode ser considerado comum em uma metrópole; deveria ser excepcional, para casos extremos. Ontem após o tiroteio no bairro da Paz a população local voltou a bloquear a Paralela, uma das principais vias da cidade, provocando grave dano ao fluxo de veículos. Hoje o filme se repetiu, após estupro contra aluna da UFBA, supostamente praticado por 4 homens no acesso à universidade, estudantes resolveram fechar o trânsito próximo à reitoria, novamente com prejuízo elevado para a sociedade. É uma maneira "legítima" de reivindicar melhorias e exigir direitos, mas pelo visto não tem dado certo, já deve ser a hora dos insatisfeitos buscarem outros meios de reclamarem, ou até a polícia adotar uma postura mais firme impedindo essas práticas. Por mais que haja valor social relevante envolvido, "brincar" de fechar avenidas, atear fogo em entulho, entre outras práticas bárbaras, pode abrir precedentes para futuras revoltas sem controle, com mais violência e depredação. Estudantes, moradores, rodoviários, curiosamente até a SET, todos se acham no direito de interromper o trânsito na capital, sinal de que algo muito errado está sendo reproduzido.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ferrenha

Soube há pouco de um colega por telefone e logo os jornais confirmaram violento tiroteio na região do Imbuí após tentativa frustrada de roubo a carro forte, onde cerca de 10 homens teriam atacado o veículo da empresa, que conseguiu evadir-se do local, mas os disparos teriam atingido 2 seguranças, além uma mulher que passava, segundo as informações que chegam. Roubos aos transportadores de valores, salvo quando há eventual facilitação de corruptos, costumam ser marcados por violentas trocas de tiro, em virtude do estado de alerta constante dos seguranças, sobretudo no momento do transporte dos malotes até o veículo, em alguns casos com atenção invejável à de muitos policiais em serviço. A PM tenta dar a resposta realizando neste momento diversas buscas no encalço da quadrilha em bairros onde possam estar homiziados, torce-se pelo pleno êxito das diligências repressivas visando a captura dos bandidos, porque o susto é chocante para quem está próximo, e os danos para as vítimas são mais graves ainda, abalando toda a ordem social.

domingo, 17 de agosto de 2008

Grandes

Repete-se o chavão de que "a violência não dá trégua", mais um tiroteio intenso provocado por bandidos faz diversas vítimas, novamente no bairro da Paz, localidade que parece ser "terra-sem-lei" na capital, onde a presença real dos poderes públicos não é percebida. A informação é de que foram 4 baleados, um deles veio a óbito, sendo que 2 eram crianças, uma com apenas 1 ano de vida. O status de grande capital que Salvador vem tomando, com progresso reluzente, a exemplo dos luxuosos condomínios que estão sendo construídos na avenidade Paralela, não apaga a sombria realidade de bairros que são vizinhos a estes mesmos redutos de riqueza, periodicamente despontando nos jornais como alvos de ações cruéis e hediondas por parte de criminosos. A municipalização da segurança pública vem crescendo no país à margem do disposto na Constituição Federal; em algum tempo será possível constatar como esse processo transcorrerá na capital da Bahia.

 
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