O atual quadro que se apresenta à sociedade envolvendo a segurança pública na Bahia expõe diversos problemas para os quais é preciso buscar solução. Isso se depreende da leitura de jornais, análise de discussões no Orkut, e todas as formas de difusão de informação, chegando a constatações como:
- Existem policiais civis e militares querendo disputar vaidades diante do ocorrido, com isso

perdem as duas instituições, e mais ainda o cidadão, que não tem a ver diretamente com a situação. Melhor seria cada um se ocupar em resolver seus problemas, como
a queixa da
população sobre a falta de delegados em certas cidades, elevando a criminalidade, ou ainda as carências na formação de oficiais e praças, com precariedade de estruturas e apoio para uma instrução de nível. Semestres inteiros sem instrução de tiro nas unidades-escola, longas horas para atendimento em delegacia, é preciso diagnosticar as causas e remédios para esses problemas, uma vez que as consequências já são suficientemente conhecidas.
- Se a investigação se mantiver séria e imparcial, muita coisa ainda pode ser descoberta. Em pouco tempo, já surgiram novos nomes de militares e civis supostamente envolvidos na ilegalidade, alcançando inclusive a esfera municipal e já chegando a nomes de políticos. É disso que precisamos, seriedade e transparência, doa em quem doer, sem dar margem a rivalidades vãs ou favorecimentos particulares.
- Acusa-se que já
havia planos para novas fraudes em 2010 envolvendo b

oinas e algemas
made in China, algemas aliás que provocaram discórdia pelo fato de terem sido empregadas em um dos presos de maior vulto, que teria sido insistentemente obrigado a chamar o delegado de senhor durante a prisão, o que gerou insatisfação na alta cúpula miliciana, alegando intenções premeditadamente humilhantes na ação, conforme divulgou A Tarde. Lembremos da súmula que trata do assunto, sem esquecer a magnitude do crime supostamente cometido.
- Por compor um imbróglio logístico na corporação, o drama abriu espaço para especulações diversas sobre as constantes mudança de nome de unidades, tipos de fardamento, cores de viaturas e demais ações dessa natureza. Se há suspeita, que seja investigada exaustivamente até que se chegue a uma constatação precisa, sem restar dúvidas.
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A justiça tarda e surge a falha, essa máxima trabalhada em um texto sobre a atuação operacional acabou sendo válida na esfera administrativa, o que poderia ser contornado c

om uma celeridade no que é mais importante nesses casos: restituir aos cofres públicos o que foi desviado, liquidando o patrimônio ilícito através de desapropriações, bloqueios de contas e tudo mais que for possível. Quem sabe como essa verba pudéssemos pagar a cada PM uma bota tática melhor do que a padronizada hoje, ou finalmente liberando uma farda com tecido especial, bem superior ao atual, elevando assim o moral da tropa, devolvendo ao cidadão seus impostos em forma de um serviço mais profissional.
As constatações não param por aí, mas há limites quanto ao avanço alcançado até agora. Amanhã devem haver novos capítulos, soltura dos presos, e mais manchetes sobre o assunto.