quinta-feira, 30 de abril de 2009

Comparativo

Ontem e hoje duas trocas de tiros envolvendo policiais e criminosos resultaram em mortes, sendo 4 tombamentos ontem na Capelinha de São Caetano e outros 5 hoje no bairro de Arenoso, ambos em consequência da repressão conjunta de policiais civis e militares contra bandidos nessas áreas. Comparando-se a reportagem de cada caso feita pelo Correio(casos 1 e 2) e A Tarde(casos 1 e 2), é preciso reconhecer que o primeiro foi mais feliz em suas colocações. O jornalista que escreve a matéria, no geral, não presencia os fatos, logo suas considerações são fruto de sondagem com populares, indicativo das testemunhas e versões das partes envolvidas. Por que, então, não utilizar um "conforme", "de acordo", "segundo" antes das colocações, apontando a origem do depoimento, como bem fez o Correio? O conteúdo é sempre baseado na palavra de alguém, seja da guarnição, dos acusados, de terceiros ou quem quer que seja. A Tarde prefere priorizar o enfadonho e duvidoso expediente do "suposto", e mesmo tendo um policial civil atingido na mão por disparo de arm de fogo hoje, a ocorrência é tratada como suposto tiroteio; mesmo os mortos tendo longa carreira no crime e passagens em delegacias, continuam sendo apontados como supostos marginais. É ler para crer, parece má vontade intencional mesmo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Parto

Eis que em meio a tantas mazelas, problemas, mortes e vilezas que cercam a rotina das guarnições, surge uma notícia quase poética: uma nova vida que desperta dentro de uma viatura. Em Ibotirama, nesta madrugada, uma mulher deu à luz dentro do veículo policial que a acudiu, chegando no hospital, e as informações passadas pela imprensa dão conta que a mãe e o bebê passam bem, devendo ter alta ainda amanhã. Não é o mais frequente, mas de vez em quando acontece, e para isso é preciso estar preparado, com um mínimo de conhecimento sobre como proceder, e pelo menos com luvas descartáveis sempre à disposição, afinal, querendo ou não, a nobre função policial militar perpassa por atividades inusitadas como essa, ainda que muitos sejam incapazes de reconhecer e valorizar.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dedicação

O serviço público como um todo, através de características como a estabilidade assegurada aos concursados, às vezes acaba por consentir a existência de parasitas que somente sugam o organismo sem nada acrescentar, alguns sentindo-se ainda mais prejudicados do que beneficiados, são sempre vítimas no processo. De fato, há o cometimento de injustiças em alguns casos e a falta do devido reconhecimento e recompensa em outros, mas é preciso estar atento aos momentos em que merecedores de méritos logram êxito, fruto de condutas pregressas exemplares. Há quem tente distorcer essa realidade, acusando, no meio militar, de ser "peixe" aquele que alcança uma posição mais privilegiada, de ser "macetoso" por ocupar vaga em função mais confortável, mas talvez isso reflita a contrapartida pelos bons serviços prestados durante um período. De fato, há os indevidamente beneficiados por critérios não meritocráticos, desviando o ideal do merecimento, que passa a aceitar subjetivismo pessoal e expedientes pouco éticos, porém não há como negar que existam pessoas fugindo da preguiça, do braço cruzado e da reclamação constante, preferindo arregaçar as mangas e pôr a mão na massa, o que talvez justifique terem alcançado um status desejado por tantos outros - e que sirva de bom exemplo aos demais.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Álcool

Via e-mail, um colaborador apresentou sugestão de pauta sobre alcoolismo, com base na manchete da Gazeta de Alagoas, dando conta que "Alcoolismo atinge cerca de 2 mil PMs", realidade esta que não é estranha aos demais estados do país, onde a batalha contra a bebida é vivida por muitos milicianos. Trata-se de um mal preocupante sobremaneira, afinal quem lida com armas de fogo precisa estar em pleno gozo de suas faculdades mentais, para que não haja risco do cometimento de sandices contra quem quer que seja, inclusive a si mesmo. O regramento castrense tipifica como crime a embriaguez em serviço, enquadramento que às vezes necessita ser aplicado diante de circunstâncias imperiosas. As corporações, a alagoana dentro em breve e a baiana já há algum tempo, dispõem de serviços de acompanhamento em busca da "cura" para a dependência, seja através do convencimento racional ou da alienação que de algum modo afasta o homem da bebida, como por exemplo a via religiosa. O problema tem alcançado diversos graus hierárquicos, comprometendo a gestão em patamares mais elevados, e relegando a serviços de faxina e manutenção profissionais que foram formados para atuar diretamente na defesa da sociedade, porém não mais dispõem de condições para assim proceder. A quem atribuir responsabilidades: o policial que decide tomar esse rumo? As "piriguetes" que o induzem a cair na bebedeira? Más companhias? Problemas? Falta de acompanhamento da corporação? Difícil especular, o certo é que o consumo de álcool em níveis imoderados e doentis abala carreiras, famílias e vidas.

domingo, 26 de abril de 2009

Vidas

Dois fuzileiros navais faleceram ontem à noite durante treinamento. Geralmente não se passa longo período sem que seja constatada a morte de militares, sejam bombeiros, policiais, do Exército, Marinha ou Aeronáutica, durante manobras, exercícios simulados e instruções diversas. Ao final, são vidas sacrificadas por um nobre ideal de servir com excelência, ou vidas desperdiçadas por falta de profissionalismo e excesso de traquejo? Difícil avaliar. Sim, quem interage com armas e passa por provações extremas está sujeito a riscos diferenciados em relação às demais profissões, mas até que ponto isso justifica tantos óbitos constatados com certa semelhança? Uma coisa é tombar em confronto, enfrentando o risco ajuramentado, mas daí a sucumbir ou sofrer limitações eternas enquanto se fantasia um combate a inimigo imaginário, que talvez nunca seja encontrado, há um grande paradoxo.

sábado, 25 de abril de 2009

Corrigir

Amanhã será disputado novo BAxVI em Pituaçu, excelente oportunidade para corrigir falhas percebidas no último clássico, onde a PM pareceu tolerante demais diante dos primeiros indícios de agressividade das torcidas. Faltaram patrulhas na área externa enquanto a bola rolava, o que prejudicou a segurança. O BPChq, como de praxe, se retira diretamente do campo no apito final da partida, fazendo falta no momento crítico que se vivencia dos portões de saída em diante. Os torcedores continuam sendo responsáveis pelos tumultos nas catracas antes do jogo, uma vez que, em virtude da proibição da venda de bebidas alcoólicas no interior do estádio, grande parte permanece bebendo até minutos antes do início na parte externa, aglomerando-se subitamente nos portões de acesso de uma só vez, e a vazão não permite a entrada imediata, culminando em empurra-empurra e sufoco. O efetivo escalado novamente cresce, mais de 1100 PMs, alcançando patamares bastante elevados, mas ainda assim é possível que sejam constatadas confusões. Mesmo sendo voluntário a trabalhar na folga, sem remuneração ou recompensa, este que escreve foi impedido de estar presente na operação, por questões ditas educacionais da administração.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Realidade

Observe: Homem é preso 3 vezes em menos de 10 horas em MG. Sim, isso pode não ser tão comum, mas é perfeitamente possível na realidade da segurança pública no país. No caso em voga, a primeira conduta foi atear fogo em lixo e arremessar contra um morador de rua, a segunda pelo furto de bebidas em lanchonente, e a terceira pela subtração de calçado em loja, tudo em uma noite. O delegado que o recebeu alegou que "...nas duas primeiras vezes em que foi detido, o suspeito não foi autuado em flagrante porque não havia testemunhas ou vítimas dos crimes e os produtos roubados na lanchonete não foram encontrados". A prática inicial requer a presença da vítima para lavratura do termo circunstanciado, e o autor não permanece preso. Na das bebidas, faltou quem o acusasse formalmente. No caso do tênis, finalmente o produto do crime foi encontrado, permitindo o registro formal. A assessoria da Polícia Civil informou ainda que as imagens das câmeras do Olho Vivo, que flagraram os dois primeiros crimes cometidos por Costa, não foram consideradas provas suficientes para a prisão do suspeito. De fato, às vezes faltam elementos para respaldar a prisão, então o acusado permanece solto, bem como nos crimes de menor potencial ofensivo. Para quem desconhece, é mais ou menos assim a situação dos policiais frente a determinadas circunstâncias.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poder

Não é à toa que o legislador conferiu ao poder de polícia a auto-executoriedade, discricionariedade e coercibilidade. Não é à toa que a polícia monopoliza o uso legítimo da força, em nome do Estado. Diante de uma determinação legal do policial, talvez até caiba algum questionamento ou explicação, quando oportuno e conveniente, porém o acatamento e obediência devem ser imediatas, sob pena de imposição por coação, até mesmo com o emprego da energia necessária. Tem gente que cresce sem aprender isso em casa nem na escola, o que lhe leva a entrar em atrito com a legítima autoridade constituída na figura dos policiais fardados. Ora, se há um bloqueio, uma barreira de trânsito com cones, uma blitz instalada, é imperativo que se pare e cumpra o que for cabível em relação à inspeção. Se há uma rua, uma área, um setor de estádio de futebol, uma ala de uma praça interditada, vai ser necessário buscar outro caminho, e ainda que pareça desconfortável e atrase os planos, certamente é devido a uma causa maior. Quando o trânsito precisa ser aberto em meio a alguma manifestação que obstrui o tráfego de veículos nas ruas, só há duas saídas: ou a negociação que alcance compreensão harmoniosa e liberação pacífica, ou então a ação braçal respaldada em lei, visando o reestabelecimento do fluxo normal da sociedade, a manutenção da ordem pública. No popular, se não vai por amor, vai pela dor, queira ou não queira.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ciganos

A postagem de hoje deriva da aguçada percepção de um experiente colega, avaliando a manchete de capa em A Tarde, que anuncia: "Engenheiro da Ford é morto a tiros". No interior do jornal, muda para "Desconhecidos matam engenheiro da Ford". Ora, os indícios e testemunhos são suficientemente satisfatórios para a imprensa atribuir a autoria do crime a ciganos, inclusive consta expressamente no teor da matéria - por que faltou coragem ao editor em assim escrever? Por que quando o fato envolve a menor suspeita sobre policiais, eles são abertamente acusados e previamente condenados? Não há dúvidas, caso o fato envolvesse um PM, ou até um ex-PM, esse seria o o foco principal da matéria, que diria ter um policial matado o engenheiro, invertendo o sujeito da oração. Aliás, o hábito por aqui tem sido, mesmo quando um marginal resiste, troca tiros, é socorrido e morre posteriormente, acusar os policiais de assassinos, executores, exterminadores, matadores, homicidas, ainda que sua atuação seja respaldada na legalidade. Segundo quem falou comigo, isso é resquício de um passado de perseguição revanchista, com destaque à época de Hélio Bicudo e o Esquadrão da Morte, culminando no panorama atual. Hoje é flagrante essa discriminação sofrida pela polícia, e a evidente cautela e receio do jornal ao tratar de assunto relativo aos ciganos. É prudência ética ou falta de coragem? Por que contra policiais se acusa sem critério ou cautela?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Patrono

Aconteceu ontem na Vila Policial Militar do Bonfim solenidade em homenagem a Tiradentes, mais um dos personagens da controversa História do Brasil; muitos se propõem a discutir sobre a idolatria acerca do alferes, bem como sua escolha como patrono da Nação Brasileira e das Polícias Militares do Brasil - por aqui, falta disposição para se aprofundar nessa vertente. Mais oportuno parece ser a lembrança de que a data está sendo acompanhada do retorno da graduação de subtenente à PMBA, depois de 12 anos de extinta. Parece ser algo positivo, reavivando boas tradições, valorizando o profissional, propondo plano de carreira, tentando-se reestabelecer melhor hierarquia e disciplina. Na mesma solenidade, são agraciados um oficial e uma praça eleitos como PM padrão, outra importante prática que deve ser mantida e revestida de critérios claros e justos, valorizando quem merece ser reconhecido. Solenidades costumam ser precedidas de reparos e manutenção no quartel que sedia o evento - sempre há como se tirar proveito das datas, sob diversas óticas.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Clássicos

Tem se tornado frequente, às segundas-feiras, a transmissão de imagens de violência nas praças esportivas Brasil afora, sobretudo nos jogos ditos clássicos. Excepcionalmente, capta-se algum excesso policial, e frequentemente há cenas de barbárie onde predominam jovens do sexo masculino atentando contra a torcida adversária, o patrimônio público e a autoridade policial. O que fazer para frear essa constante crescente onda? Multiplicam-se os efetivos escalados em cada novo jogo, nunca parece ser o suficiente para conter os distúrbios. Algo além da força precisa ser aplicado, preferencialmente que seja a lei, na medida de limitar certas liberdades em prol da segurança da coletividade, impedindo o acesso de torcedores com histórico de brigas nos estádios, além do acompanhamento constante das práticas adotadas por torcidas organizadas, reprimindo com o rigor necessário as condutas indevidas. As práticas ilícitas parecem seduzir muitos, e o mau exemplo de alguns atletas só faz piorar a situação. Continuar do jeito que está é que não pode, a cada domingo mais cenas de guerra nos arredores dos estádios, com danos e lesões diversas, e sem benefício para nenhum envolvido. É difícil, para a polícia, ter que educar alguns jovens nesses eventos.

domingo, 19 de abril de 2009

Cultura

Dentre os ingredientes que compõem o caldeirão fervilhante que culmina em brigas nas festas de rua, um dos mais importantes é a cultura dos grupos envolvidos e sua disposição para o embate. A impressão deixada ontem na Micareta de Feira de Santana era de que, mesmo havendo a combinação de vários fatores que propiciam as contendas, não foram muitas as constatações de vias de fato em boa parte do circuito. A aglomeração de pessoas, consumo de álcool, o som esfuziante de bandas como Fantasmão, cujo ritmo embala coreografias braçais de quase enfrentamento, e as letras por vezes incitam abertamente a violência, nada disso foi capaz de provocar brigas das proporções que, seguramente, seriam registradas na capital. Não que o referencial seja o Carnaval, o marco maior da euforia, mas basta comparar com um Perifolia, Lavagem de Itapuã ou algo do gênero, que percebe-se uma menor proporção de brigas, mesmo que o público tenha atitudes, costumes e comportamentos semelhantes. Tais reflexões são um tanto imediatas, podem e devem ser mais aprofundadas tecnicamente, mas antecipadamente demonstram como a manifestação de violência da população pode diferir por conta de critérios não muito evidentes ou consensuais.

sábado, 18 de abril de 2009

Micareta

De fato desde quarta-feira, e de direito desde quinta-feira, está acontecendo a Micareta de Feira de Santana, que prossegue até amanhã. Evento de notável porte, o carnaval fora de época demanda significativo esforço policial para permitir a segurança necessária, seja no circuito em si, nas proximidades, redondezas e adjacências, chegando a alcançar os limites da cidade e rodovias de acesso, que requerem todo um trabalho de planejamento. A PMBA apresenta uma estrutura com efetivo de 3.883 policiais militares, divididos em 435 patrulhas (uma delas comandada por este que escreve), havendo ainda o aparato de mais de 250 policiais civis, tudo no intuito de assegurar a tranquilidade possível e necessária. Programas como o Se Liga Bocão se fazem presentes, com câmeras exclusivamente focadas nas eventuais brigas que ocorram durante o evento, atuando como mais uma fiscalização à ação policial. Infelizmente ontem já foi registrada uma ocorrência indesejável, onde 1 pessoa acabou morta a tiros e outras 6 feridas no circuito - se o aparato policial não foi capaz de evitar que o mal maior ocorresse, por outro lado o BPChq logrou êxito na captura imediata do autor dos disparos, que já seria homicida anteriormente, segundo informações. Que sejam menos "alteradas" as 2 noites restantes de festa na cidade.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Trás

Eis que diante de tanta celeuma o Ministério Público da Bahia "deu para trás" e já cancelou a suspensão do programa Na Mira, cuja polêmica foi comentada por aqui ontem. Afinal, quais seriam, de fato, as motivações para a adoção de tal medida? Há vínculo com o que se especulou? Dificilmente haverá como saber essas respostas. Com o novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado, por certo serão percebidas pequenas alterações no programa, devido ao temor de sofrer nova repreensão, mas que a história está encoberta por uma névoa obscura, não há como negar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Acusação

Na Mira e Se Liga Bocão são 2 programas televisivos concorrentes que sabidamente disputam o troféu de quem exibe mais baixarias e absurdos em troca de audiência e, por conseguinte, lucros - é evidente que as duas atrações rendem elevados índices no IBOPE e garantem significativa arrecadação com comerciais às emissoras. Ambos têm sido alvo de acompanhamento do Ministério Público já há algum tempo, através de recomendações formais para que ajustem as condutas, porém continuam abusivos, mesmo com algumas adequações. Desde a última semana, surgiu a notícia de que uma ação viria a determinar a suspensão do Na Mira (TV Aratu - SBT), escrevi algo sobre o assunto no Abordagem Policial, e de fato a ordem foi dada ontem, mas ainda restava uma "pulga atrás da orelha", sobre qual seria o motivo da determinação não ter alcançado o Se Liga Bocão (TV Itapoan - Rede Record), que aparentemente comete erros iguais ou piores diariamente. Eis que hoje durante seu programa, que ainda não saiu do ar, Uziel Bueno "levanta poeira" ao ventilar a possibilidade da medida carecer de imparcialidade, vide o Promotor Almiro Sena ter vínculo expresso e público com a TV Itapoan - Rede Record, notadamente através do blog Entendendo Direito, mantido no portal da emissora. A hipótese não é impossível nem improvável, resta saber como prová-la substancialmente. O Promotor costuma ser bem recebido por Raimundo Varela no Balanço Geral (TV Itapoan - Rede Record), com muita "rasgação de seda", onde tem espaço para se manifestar sem restrições.

Se, de fato, ocorreu tal favorecimento, seria um abalo e tanto na reputação do Ministério Público do Estado, mais especificamente na figura do referido Promotor que se notabiliza pelas constantes investidas generalizadas criticando a atuação policial no estado, sem aparentar tanta afeição pelo diálogo - mas, antes de tudo, é necessário ter cautela em condenações precipitadas antes que se elucide o fato, é preciso confiar na transparência e honestidade dos defensores da sociedade nos tribunais. O sistema é bruto para qualquer um?

Estudantes

Protestos estudantis são comuns, em tempos passados os caras-pintadas marcaram uma mudança no panorama nacional, há alguns anos houve a "Revolta do Buzú" em Salvador-BA, nos últimos dias algumas manifestações surgiram pelo país sobre as mudanças vindouras na seleção por vestibular, e desde ontem, são vistos na capital deste estado protestos estudantis pedindo professores, melhorias, higiene, entre outras necessidades não satisfatoriamente supridas pelos governos. Um problema que surge é a desordem provocada no bom andamento da tranquilidade e ordem pública, sobretudo através do bloqueio do trânsito. Particularmente, ontem enfrentei tráfego complicado na volta para casa no final da tarde em virtude dos transtornos na Calçada, e os jornais já noticiam que hoje a situação é a mesma. É preciso respeitar o direito dos estudantes de se manifestarem, e a Polícia já sabe fazer isso muito bem, mas como há pouco estive daquele lado, não há como deixar de observar, francamente, algumas situações no caso da Calçada, por exemplo:
- As imagens mostraram real sujeira na escola, a direção admitiu que atualmente não há pessoal destinado à manutenção da limpeza, o que é inaceitável. Contudo, há de se lembrar que, geralmente, os responsáveis por "emporcalhar" salas e corredores, colando chicletes em carteiras, pichando paredes, urinando no chão, entre outras imundícies, são os próprios alunos;
- As pessoas que são prejudicadas no trânsito, muitas vezes, não têm qualquer relação ou responsabilidade direta pelo problema, e sofrem as maiores consequências do caos instalado;
- É raríssimo ver alunos se manifestando nas férias, feriados, finais de semana, ou até depois do horário de aula, o "legal" é fazer isso quando se deveria estar estudando;
- Na terra da alegria, tudo é carnaval, e longe das manifestações ideológicas, o que se vê em muitos protestos é a farra, coreografias de pagode, gritos de guerra das torcidas organizadas, batucada de um lado, namoricos de outro, e uma meia dúzia de sectários de alguma tendência política fazendo a zoada;
- A PM jamais chegaria sem qualquer motivação reprimindo e prendendo alunos à força, antes de tudo há a previsão legal das ações, a determinação expressa das autoridades, e a nunca citada agressividade de alguns estudantes, que desacatam e agridem policiais com xingamentos, gestos obscenos, pedradas e outras formas de violência;
- Enfim, por que não se agrupar em frente à Reitoria, à Prefeitura, sobre a calçada, demonstrando sua insatisfação aos responsáveis sem atrapalhar o cotidiano do restante da população? Pensemos nisso.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mau

O comentário entre PMs mais ligados à área operacional hoje se deu em torno da morte do traficante Maurício Conceição da Anunciação, vulgo Mau-Mau, de alcunha conhecida no meio policial por conta das ações perversas e ousadas que cometia quando estava vivo. Uma brava ação de guarnições da Rondesp, ROTAMO e 39ºCIPM/Boca do Rio resultou na ferrenha troca de tiros em Castelo Branco, que teria durado em torno de 40 minutos segundo telejornais, culminando no tombamento, após ser socorrido, do referido meliante, que resistiu à ação portando uma pistola calibre 9mm dispondo de 3 carregadores, além de drogas, o que mostra sua disposição e preparo à prática do mal. A satisfação de alguns com a notícia desta morte se dá, em grande parte, em decorrência da descrença nos sistemas penitenciário e judiciário, uma vez que o bandido já esteve preso anteriormente, inclusive enquanto adolescente em casa de acolhimento, mas se encontrava em liberdade, praticando mais homicídios e roubos, em vários casos contra policiais, além do tráfico de drogas. É mais um dos que tem o final comum aos ditos grandes nomes do crime na cidade, não há bandido que tenha conseguido manter-se por longo período nesta terra, graças à eficiência da Polícia; no entanto, dia após dia, surgem mais e mais candidatos às fileiras da delinquência, e a Polícia continua seu trabalho de Sísifo, neste caso tentando frear a avalanche ladeira abaixo da bola de neve do crime, do jeito que é possível. Ruim mesmo é, diante de tanto empenho e esforço, ver a apresentadora do Aratu Notícias dizer à noite que policiais assassinaram aquele elemento. Revoltante, aviltante, repugnante - mas, perdoai-vos, ó Pai, eles não sabem o que dizem.

Módulo

Ao tempo em que a PM anuncia progressivamente que seus módulos serão fechados, a Guarda Municipal de Salvador anuncia a abertura de mais um, desta vez na orla, Boca do Rio. A iniciativa parece ser acertada, conferindo uma estrutura de apoio aos GMs nas ruas para cumprirem bem sua missão, que no local específico devem ser as ações de vandalismo contra instalações elétricas através do furto de cabos, quebra de lâmpadas, além da destruição de equipamentos de limpeza. Positiva a medida, que seja estabelecida uma atuação harmônica com a PM na área para o devido apoio quando se fizer necessário entre ambos.

Ideia

Vi no blog da Renata e li no G1 a notícia sobre o design de roupas e acessórios desenvolvido no Paraná pelo senhor Coronel PM Roberson Luiz Bondaruk visando evitar a subtração de pertences. Bolsos em locais inusitados, disfarces para transporte de aparelhos, entre outras ideias são extremamente válidos, desde que realmente viáveis, práticos e sem abalar a estética. Em aglomerações como shows, festas, carnavais, a adequada guarda de valores, documentos e outros objetos pode livrar definitivamente o cidadão da hipótese de ser furtado, enquanto a exibição impensada, o famigerado "descuido", é um convite tentador aos lanceiros, punguistas e batedores de carteiras. Já há progressos nesse sentido em relação a mochilas que disfarçam melhor o porte de notebooks do que as malas tradicionais, por exemplo - torce-se para que efetivamente sejam incorporados ao cotidiano das pessoas e desestimulem furtos e roubos nas ruas, sem aparatos inexequíveis nem que provoquem o revés de elevar o grau de agressividade e violência nas investidas dos marginais.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Protesto

Guardas municipais de Salvador realizaram ontem um protesto que fez lembrar um motim, caso fossem militares - mas como não o são, estavam legitimamente pleiteando melhorias, e pelo que parece realmente necessitam de melhores condições de trabalho, vide as situações que enfrentam no cotidiano e os obstáculos de equipamento, fardamento, remuneração, estrutura, treinamento, entre outras carências que fazem falta no desempenho da função, até hoje não muito bem esclarecida, mas de uma forma ou de outra auxiliar à da polícia e, mais importante ainda, benéfica à sociedade. Relatos de situações enfrentadas pelos GMs me fazem, particularmente, começar a concordar com a corrente que defende o porte de arma pelos guardas, mas como isso é matéria para discussão pelos altos escalões de comando, fica a cargo deles a decisão. Torce-se para que motivações políticas como as que forçaram o "parto prematuro" da Guarda fiquem em segundo plano, enquanto estiver em jogo a integridade dos agentes e a segurança da população.

 
BlogBlogs.Com.Br

'Digite seu e-mail:'

Fornecido por FeedBurner