terça-feira, 18 de novembro de 2008

Malas

Dizem que um visitante se conhece pelo arriar das malas, e o mesmo vale para uma tropa, em relação ao seu desembarque ou impressão inicial deixada. Do militar em serviço espera-se um mínimo de prestatividade, mais ainda do que de um servidor público qualquer, e é um tanto frustrante não ver essa expectativa correspondida; muito pelo contrário, há casos em que o desânimo é tão patente que constrange os demais à sua volta. É assim quando uma guarnição desembarca sonolenta e cabisbaixa demonstrando indisposição para atender a uma solicitação, ou alguém do setor administrativo cria dificuldades e demonstra má vontade em atender, ou mais ainda se uma equipe de bombeiros "se arrasta" para atender a uma ocorrência, evidenciando dedutível desprezo e descaso a quem necessita de socorro naquele momento. São casos em que a mera fiscalização e repressão não costuma ser suficiente; ou o policial se convence da importância e valor do seu serviço, fazendo o melhor possível, ou continua a transparecer toda sua frustração a quem pouco ou nada tem a ver com as razões que o levam a comportar-se de tal modo. É certo que há sempre "um dia daqueles", momentos de maior stress, crise, intolerância ou irritação, mas quando a má conduta passa a predominar no cotidiano, é sinal de que algo precisa ser mudado, com o perdão da redundância, pela própria pessoa nela mesma, ou até pedindo ajuda a profissionais da área. O desejo de bem servir precisa predominar na prestação do serviço.

4 comentários:

Eduardo disse...

Procuro fazer sempre o meu melhor em minha atividade profissional, mais até que em minha vida pessoal. Não raro alguém me retribui com um elogio, ou melhor ainda, percebo que a parte atendida comenta com outra que recebeu tratamento bem diferente e melhor do que esperava encontrar.

Contudo, vejo-me em um ambiente onde soa como deboche exigir que outros servidores tenham a mesma vontade de fazer bem feito. Justamente porque são eles (e nós também) quem são constantemente pisoteados pelo jogo sujo dos governos e pelos salário indigno, que se não retira todo o ânimo do servidor para ajudar o próximo, lhe retira a concentração pensando nos problemas familiares inevitavelmente consequentes do tratamento que lhe é dispensado.

Victor disse...

É bastante recompensador ser reconhecido pelo esforço empreendido, não há como se negar que a remuneração faz parte desse processo, o lamento é pelos que condicionam a feitura de suas obrigações a benefícios extras, sem sequer corresponder ao mínimo esperado diante de suas responsabildiades. O desafio é não "se contaminar" com a corrente do desânimo, custe o que custar, por quanto tempo for possível.

Anônimo disse...

A maioria desses ASPONE do serviço publico, caso algum dia venham a ser demitidos (acho raro, em se tratando se serviço publico) passarão fome, pois a maioria não sabe sequer lavar latrina. Em todas as estatais privatizadas aconteceu isso: muitos burocratas viraram empregados privados, foram demitidos por incompetencia e passaram fome.

Divaldino disse...

Gostei do conteúdo do curso de direitos humanos da SENASP, pois ela enfatiza uma questão para a qual todos nós temos que nos atentar: a importância dos nossos serviços prestados. É certo que todo serviço público tem a sua relevância, mas três setores: Educação, Saúde e Segurança, são fundamentais. É uma pena que apenas os profissionais do segundo (saúde) são reconhecidos, e sabem se valorizar. Entendo os nossos colegas que possuem o sonho de se formar em medicina, mas isso não deveria ser assim, se fôssemos reconhecidos (também finenceiramente). Mas não dá pra esperar que essas mudanças caiam do céu. Temos que começar de maneira interna, e eu já estou fazendo isso. Cada vez mais tenho essa vontade de bem servir à população, e se o reconhecimento vier, isso será um estímulo a mais, mas não será meu objetivo principal.
Espero conseguir fazer a minha parte.

 
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