sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vasco

Hoje pela manhã, na leitura do Diário Oficial, constata-se a mudança de comando na 17ªCIPM/Uruguai, decisão presumivelmente normal, afinal às vezes ocorre a "dança das cadeiras" na corporação, com alternância de funções, ou locais onde se serve, sem que sejam publicadas as diversas razões para tais decisões. A surpresa vem logo depois, quando na capa do jornal A Tarde se constata que a motivação para tal decisão, de certa forma com caráter punitivo, foi o hasteamento de uma bandeira do clube Vasco da Gama no mastro oficial da unidade durante certo período a manhã de ontem. O fato foi fotografado por um cidadão que passava, enviada ao jornal, logo chegou ao conhecimento do comando geral (que "repudia o episódio, rechaça e abomina o desrespeito ao local sagrado de hasteamento do pavilhão nacional, sob quaisquer pretextos"), culminando na decisão do governador por tirar o major daquela função (tendo comentado hoje que o oficial superior fez uma bobagem, faltou com profissionalismo). Sim, ele somente perde o cargo ocupado, mas a desinformação perpetuada pela imprensa quanto ao significado de exoneração no serviço público faz com que grande parte dos leitores pensem se tratar de um sinônimo de demissão, que é uma penalidade aplicada ao servidor após o devido processo legal, com ampla defesa e contraditório. Lamentavelmente a imprensa não está preocupada em prestar esse esclarecimento. Nenhuma fonte indicou precisamente quem foi o responsável direto pela ação de hastear, isso será apurado na esfera administrativa (quem sabe até penalmente) - é preciso alertar que talvez o major sequer soubesse do fato, nem tenha visto o ocorrido (ou não), mas na lógica da administração militar é mais ou menos essa a percepção do que é perder o comando,
não havendo medida mais imediata que a de substituir o comandante do barco.

3 comentários:

Dafnis dos Santos disse...

Foi eu que coloquei a bandeira do meu vasquinho, que agora não é barco é submarino, uma estratégia do clube para fazer ataques furtivos!
Mas também torço pro Vitória, porque pro Jahia não da =/

Anônimo disse...

A falta de respeito não foi para o local do hasteamento do pavilhão nacional, mas sim para com o Cmt, pois tirá-lo do comando por um ato executado na calada da noite, provavelmente pelo PMs de Serviço. Somos vedadeiras peças de reposição, usados pelos políticos no jogo de poder. Até quando ????
É porisso que a Policia Civil se dá ao respeito, quando nao aceita algumas coisas.

Anônimo disse...

Bem feito, se fosse flamenguista ou bahia, seria inocentado!!!

 
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