sexta-feira, 9 de maio de 2008

Anonimato

O anonimato é uma faca de dois gumes, ao tempo em que permite a manifestação sem temor de represálias, acaba por permitir a leviandade em alguns casos. O uso deste expediente como recurso para desabafos vingativos é reprovável, e há registros desta prática em diversas comunidades militares no Orkut, denotando a face revoltada de algumas corporações, através de manifestos violentos e indisciplinados em diversos casos. Não é assim que se pleiteia mudança, apesar de ainda persistirem certos métodos punitivos arbitrários, a prioridade pela via legal de expressão deve ser posta à frente na defesa de ideais.

7 comentários:

Alexandre de Sousa disse...

Não só no Orkut, mas na blogosfera também. Uns mais outros menos. No meu blog são poucos, mas tem uns por aí que só dá anônimo!

Silvia Gomes disse...

Com certeza eu, como civil, posso postar qualquer crítica (desde que não ofensiva nem caluniosa) com o meu rosto e nome tendo como respaldo o artigo 5º da Constituição, o que rararamente ocorre com os PPMM do RJ, que ao comentar qualquer coisa que vá de encontro ao pensamento do oficialato é punido com todo o rigor do RDPM como se o mesmo fosse superior a Carta Magna. Vejam bem, se vc não pode criticar atos superiores que fica exposto a punição pelo regulamento (esqueçamos a Carta Magna já que, para eles, ela nada vale)e encontra um espaço onde pode falar e desabafar sem se mostrar e assim manter-se icólume, porquê não fazê-lo? Mostrar a cara é muito bom para nós, que podemos usar a constituição, já para os PPMM do RJ, o que sobra é o anonimato e a ceretza que permanecerá no seio de sua família, mesmo desabafando e denunciando. Por essas e outras vemos tantos blogs de oficias plenamente identificados e com conteúdos interessantes, e os poucos blogs de praças com cara e nome são entediantes e bajuladores. Afinal, pelo menos por aqui, pau que bate em Chico, não bate em Francisco.

http://esposadepracadapm.blogspot.com/

Anônimo disse...

Se todos os oficiais (extensivo a autoridades civis) soubessem aceitar as críticas, talvez não precisássemos ser anônimos. Mas, infelizmente, não é assim. Apenas para exemplificar, no blog liberdade de expressão tem um caso de um soldado que escreveu uma crítica num jornal e foi punido; tem outro caso de um praça que que não carregou a pasta de um oficial e foi preso por isso.
É a realidade, não adianta fecharmos os olhos! A arbritrariedade está aí! A ditadura ainda existe nos quartéis!
A maioria dos blogs que não são anônimos só falam das policiais mais bonitas do país, de semanários da blogosfera policial, de quem é competente para lavrar TCOs... No muito, reivindicam aumento de salários. Assim é facil demais se identificar. Eu gostaria de ver vocês cadetes e tenentes fazerem críticas à propria corporação em que servem. Faço este desafio para vocês: Façam uma crítica contundente à PM. Ou será que não tem nada de errado na PM?
Eu sou muito esperançoso com os novos oficiais. Vejos que eles (vocês, no caso) estão sendo formados com uma nova mentalidade. Eu espero que vocês mudem a PM. Por fim, quero dizer que não tenho nada contra vocês nem contra os oficais. O mal está na pessoa, não no cargo que ela ocupa. Conheço muitos oficiais bons, inclusive alguns da minha turma de soldado. Saudações de um anônimo!

Victor disse...

Concordo com o pensamento exposto nos comentários, a intenção na verdade é tentar aplicar o discernimento entre o que deve ou não ser propagado no ambiente extra muros, ou seja, considerando a máxima de que "roupa suja se lava em casa", nem tudo precisa ou pode ser difundido abertamente. É importante manter sempre a voz da manifestação em busca de melhorias, mas há sempre um "espírito de porco" que busca autopromoção con fins políticos, ou provocar escândalos midiáticos, entre outras práticas, as quais creio que os colegas aqui não pretendem de forma alguma. Sim às denúncias fundadas sobre condutas errôneas, e não ao sensacionalismo descompromissado de alguns.

Anônimo disse...

Enquanto a policia estadual fardada continuar militarizada nos primórdios da ditadura de 64, só poderemos sonhar com uma polícia com identidade própria,que não fica se espelhando no EB,moderna,eficiente e de caráter civil,que é a sua verdadeira função e não a besteira que o constituinte de 88 no seu §6º manteve do tempo da ditadura.
Porque ser é uma coisa e querer ser é outra.

Anônimo disse...

Ainda me espanto que haja oficiais se promiscuindo em comunidades como "PMBA" no orkut, cuja finalidade precipua é praça falar mal de oficial. Os recalcados que não conseguiram galgar o oficialato, ao invés de se revoltarem contra fatos como: haverem mais de 30 praças presos no BPChq através de provas plnatadas pelo GERCE, ficam descendo o pau em seus superiores o tempo todo.
Não existe direito absoluto na constituição: recentemente, um estudante universitario foi condenado criminalmente por chamar a coordenadora de seu curso de "pessima administradora". Militares não são civis de farda e ninguém entra numa corporação policial militar obrigado ou enganado. Entrou? siga as regras.

Anônimo disse...

Se o praça se recusou a carregar a pasta de um oficial e foi punido, isso é crime de "Rigor excesivo" previsto no Código Penal Militar. Sou contra praça carregar pasta de oficial, mas também sou contra praça se submeter a ordens de auditores fiscais da SEFAZ, de carregar compras de mulher de deputado na Assistencia Militar da A Legislativa. Sou contra sargento da PM servir de porteiro e de pregoeiro de orgãos do Tribunal de Justiça, e muitos se submetem a isso por causa de uma gratificação de 400 reais por mês. Logo, concluo que a subserviência dos praças é algo seletivo,e eles se submetem a trabalhos subalternos entre paisanos , contanto que lhes seja pago 400 por mês.

 
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