terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sonho

Hoje um caminhão de bebidas quebrou na BR-324 próximo à capital e foi saqueado por populares. A PRF chegou ao local e envidou esforços, empregando seus meios, para fazer cessar a ação ilícita, contudo não pareceu ter alcançado o sucesso sozinha, talvez por falta de experiência, segundo as breves imagens transmitidas na TV. A Rondesp chegou com a energia e eficiência tradicional, interrompendo a ação temporariamente, ainda assim não sendo capaz de suspender definitivamente a ação, já que mesmo junto à PRF ainda compunham um efetivo limitado diante da multidão ensandecida, além disso a guarnição teria se afastado do local para prestar socorro a uma condutora, momento em que os oportunistas avançaram. Esporadicamente há registro do saque de alimentos em acidentes, por pessoas que antes de se preocupar em prestar socorro ou respeitar o patrimônio alheio, querem de qualquer maneira obter vantagem ilícita. A carga parecia um grande atrativo no caso em voga, eram refrigerantes e bebidas alcóolicas, principalmente cerveja, roubada por um grupo que violentamente trocava empurrões e pisoteios querendo sempre mais; teve gente tomando banho de cerveja em lata no local, um êxtase na vida daquele indivíduo. Tenho leve impressão que há um ímpeto violento subconsciente em muitos brasileiros que estabelece como grande meta da vida participar de um linchamento ou de um saque, valendo-se da força e anonimato da coletividade para praticar ilicitudes. É algo para ser estudado por profissionais do âmbito, me limito a crer que se a carga do caminhão fosse de livros e enciclopédias, possivelmente ninguém se interessaria em saquear, quem quiser que pense diferente.

2 comentários:

Pedro disse...

Parabéns pelo post e comentário, certamente se fosse uma carga de livros a "ocasião não faria o ladrão".

Infelizmente a cultura do oportunismo está enraizada na sociedade brasileira.

Anônimo disse...

Se há um fato em que a PRF tem bastante experiência na atuação, tal situação trata-se de saque por populares em veículos tombados, quebrados ao longo das rodovias federais do país.
Utilizando as doutrinas do uso progressivo da força, o policial tem que se valer de fundamentos técnicos de persuasão, que incluem em último caso, o disparo de arma de fogo, para resguardar a defesa à vida de terceiros ou dos próprios.
Efetuar disparos de arma de fogo letal para o alto ou em direção à multidão, sem excludente de ilicitude, nem pensar, sob qualquer aspecto. Contraria todos os manuais de segurança pública no mundo.

 
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