sábado, 14 de junho de 2008

Cad EB

Veio à tona hoje em telejornais da Rede Globo a morte de um Cadete do Exército Brasileiro após exercício de campo na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende-RJ. Maurício Silva Dias, 19, faleceu em virtude de insuficiência renal na tarde desta sexta-feira, após ter passado mal na quarta-feira, tendo realizado atividades de campo na noite anterior. Atendido por médico no local, fora encaminhado para hospital particular, vindo a óbito ontem à tarde; outros 2 que participavam da mesma jornada foram internados em pronto socorro. De acordo com o General-de-Brigada Gerson Menandro, comandante da AMAN, havia condições de alimentação e água em abundância; foi aberto inquérito para investigar a morte. Deixando de lado o caso concreto, é possível propor reflexões sobre a dificuldade em se saber os limites entre o traquejo e os maus-tratos, entre o "macete" e a real limitação. Testar os extremos do organismo em jornadas é algo a ser feito de modo técnico, criterioso e seguro sempre, sem exposição a risco excessivo que venha a ameaçar desnecessariamente a vida ou a integridade física. A cobrança psicológica gera reflexos no corpo e vice-versa, às vezes pode o aluno julgar-se capaz de realizar feito que está fora do seu alcance, ou o instrutor em achar cabível determinada exigência que ultrapassa a capacidade do praticante, sem dolo. O militar, seja das Forças Armadas ou policial, não precisa ser super-herói, o sacrifício pela superação é valoroso, contudo o humilde "Pede pra sair" às vezes é preciso.
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2 comentários:

sargento Lago disse...

O difícil é ter essa humildade, pois nossa cultura não permite tê-la. Nos alojamentos a gozação costuma ser muito forte em cima de quem não agüenta o tranco e pode inclusive marcá-lo na carreira como quem não é resistente as dificuldades, ainda que sejam físicas. Tem que mudar essa cultura sim, até como meio de preservação de vidas.

Victor disse...

Com certeza é mais comum encontrar deboche do que apoio e incentivo nos alojamentos. As capacidades e potenciais individuais são sempre diferentes, uns tem condições de competir enduro, ser ironman, outros alcançam apenas o necessário e podem se destacar em outras áreas, o fator físico é muito mas não é tudo.

 
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