domingo, 22 de junho de 2008

Termos

Indiscutivelmente, a imprensa foi crucial para a criação de uma unidade nacional e difusão do idioma, principalmente através da televisão na segunda metade do século XX. Hoje ela seria muito útil no incentivo ao uso de termos técnicos não necessariamente complexos por parte da população, mas não demonstra intenção de agira neste sentido. No campo da polícia de trânsito por exemplo, simples substituições de batidas por colisões já ajudariam, diferenciar estradas de rodovias seria de bom grado em vez de apontar ambas como se fossem uma coisa só. Na área de polícia técnica, a descoberta dos conceitos de degola, esgorjamento e decapitação nos mostra a diferença abrupta entre o senso comum e a ciência. Para a polícia judiciária, a substituição do assalto pelo roubo, do assassinato pelo homicídio, e de tantos outros tipos penais aplicados com nomes diferentes seria benéfica. Distinguir guardas de policiais, civis de militares, delegacias de batalhões etc, não é algo complexo e com certeza demonstra compromisso com a cultura do país, sem extinguir as variações lingüísticas que fazem parte da sociedade, porém ao menos dando a oportunidade de conhecer as denominações corretas de determinados eventos. Até para quem é profissional o senso comum atrapalha na assimilação da nomenclatura usual em termos técnicos.

Um comentário:

Alexandre de Sousa disse...

Confesso que, por vezes, para me aproximar deste público, uso do meio expediente que a imprensa. Suprimo termos técnicos em vez de utilizá-los.

 
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