domingo, 19 de outubro de 2008

Macete

Capa de A Tarde neste domingo, o desvio de função de PMs, conhecido internamente como uma das vertentes do "macete", é realmente um desafio para a solução da carência de efetivo. Como a reportagem bem explicita, há diversos órgãos e funções não-policiais onde estão lotados homens e principalmente mulheres que foram formados para execução do policiamento ostensivo, do combate ao crime nas ruas. O agravante é que, além de desfrutarem de conforto e prestígio diferenciado, sem exposição aos riscos, os profissionais lotados nessas áreas gozam de gratificações e remuneração especial, recebendo bem mais do que os combatentes que labutam sob sol e chuva, dia e noite, nos becos e vielas, trocando tiros, na correria. Fique bem claro que há necessariamente seções administrativas na corporação, igualmente existe assessoria indispensável em alguns órgãos. Também não é a pior pessoa do mundo aquele que aceita vaga nesses ambientes, ou mais ainda os apadrinhados políticos que conseguem transferência para as tão sonhadas secretarias, tribunais, repartições públicas; o desejo por um local de trabalho menos stressante, mais seguro, prestigiado e tranquilo é natural à maioria, contudo é preciso que haja limitação legal para a lotação de efetivo nessas unidades, senão fica difícil para o policial que está nas ruas aceitar todas as dificuldades que o serviço operacional impõe, sabendo que há alguém com a mesma formação que ele recebendo salário muito maior e exercendo função que qualquer outro profissional seria capaz. É esse, inclusive, o xis da questão, já que em um módulo ou viatura, somente um PM pode estar, enquanto em telefonia, barbearia, biblioteca, pátio de escola ou portaria, outras pessoas podem ocupar a função satisfatoriamente. O comando geral está atento, bucando moralizar a situação. A farra do luxo deve ser revista, adequando-se ao estritamente necessário, em prol da segurança da sociedade, sem que alguém esteja sendo pago para vagar por corredores.

6 comentários:

Anônimo disse...

É uma vergonha. Não culpo os policiais, até pq se eles vão é pq alguém pediu por eles e quem tinha o poder de vetar, permitiu.
Espero que o comandante geral reveja essa política de pessoal o mais urgente possível. Chega de polícia política!

Dividindo esses 2500 policiais pela quantidade de CIPM de Salvador daria um acréscimo cxonsiderável no efetivo de cada uma delas.

Já quanto aos CPM ainda acho válido,em algumas funções, não vejo como desvio.

Anônimo disse...

Eu culpo os policiais, si. Não é justo parasistas dividindo o salario com quem trabalha. Não é justo PM porteiro de garagam de MP. Não é justo Pm carregador de mala de desembargador ou motorista de esposa de auditor fiscal da SEFAZ.

Anônimo disse...

Os CPMs são locais criados pelo governo do estado para abrigar os policiais que não querem exercer a função. Lá estão protegidos dos riscos da profissão. Uma quantidade absurda que nada faz e ainda atrapalha o trabalho pedagógico. Um absurdo!

Borges disse...

Quero saber aonde está a novidade aí!

JHON disse...

É COISA VELHÍSSIMA! NÃO É MESMO NOVIDADE. SEMPRE VAI EXISTIR ENQUANTO ESTE SISTEMA PERSISTIR

Anônimo disse...

Na cidade de Riachão das Neves, que é uma pequena cidade próximo de Barreiras as margens da BR 135, rota de marginais que praticam crimes diversos em todo Oeste baiano e foge para o Piauí ou para os gerais, diariamente ficam dois policiais de serviço RP., enquanto,01 fica no posta da ADAB na cidade,02 no posto da ADAB no entroncamento para o Piauí e Barra,Bahia, 01 na cesta do povo e o mais absurdo um no Forum Local.
Não seria melhor uma RP bem quarnecida, pronta para dar apoio a todos esses orgãos dando uma maior segurança a população e bem servir?

 
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