sábado, 11 de outubro de 2008

Subestimar

Hoje o jornal A Tarde abriu espaço para quem se precipita em subestimar a capacidade dos alunos do curso de formação de soldados da PMBA, que já iniciaram estágio operacional nas ruas desde ontem, como cita a matéria. Aliás, esquecem que no sábado e domingo passados eles já foram empregados nas eleições, sem registro de quaisquer maiores problemas. Uma pesquisadora critica o fato de estarem nas ruas já armados, parecendo ignorar a conjuntura de constantes ataques a policiais dentro e fora de serviço, relegando aos alunos o posto de alvo fácil e inofensivo no meio urbano. Se a subestimação deve-se ao fato de terem somente alguns meses em curso, é bom lembrar que a guarda municipal, delegados de polícia civil e tantos outros profissionais da segurança pública contam com curto período de formação, menor que o já experimentado pelos recrutas, e nem por isso saem às ruas cometendo atos insanos de despreparo, basta serem bem instruídos. Afora essa questão, é preciso considerar que o progresso nas disciplinas do currículo, abrangendo a base sobre abordagens, legislação, armamento e etapas técnicas, já permite a aplicação em atividades práticas, devidamente assistidas por alguém mais experiente e capacitado, como tem ocorrido. Esperar o dia em que um diploma seja posto embaixo do braço para que finalmente se possa conhecer a prática é perda de tempo, é imaginar que da noite para o dia alguém tenha absorvido toda carga de conhecimentos. Com o devido cuidado, cautela e atenção, a iniciativa é extremamente válida, e mais ainda se cada erro ou acerto realmente for discutido a fundo através de relatórios, estudos de caso em sala de aula, diferentes formas de avaliar o desempenho. Saber que mais PMs estão nas ruas é satisfatório para o público, é preciso depositar confiança em quem fornece segurança.

4 comentários:

Alice disse...

É incrível como essa substimação é nacional. Tbm sou aluna do curso de formação do Pará, e meu curso passa pela mesma situação; Já estamos com 4 meses de curso, e sendo esse curso integral... só estudo, treinamentos, preparação e agora já estamos estagiando, no entanto cada vez que saimos pra nossos estágios somos alvos de críticas, piadinhas e tantos comentários que só nos entristecem.

Oliveira disse...

O estágio é inportante para integrar o aluno à profissão, mas deve ser muito bem planejado, pois não se deve esquecer que esses recrutas estão em formação, devem ser assistidos o tempo todo e não simnplesmente jogados às feras e à sorte das ruas para aumentar o nº de policais simplesmente. Tem que se perguntar se o curso realmente está fornecendo suporte técnico mínimo de conhecimento e segurança. Ah, Que não usem esses servidores como moeda política e solução da violencia, só pra frisar. São servidores publicos em formação, todo cuidado e respeito com suas vidas é pouco.

Anônimo disse...

Muitos desses recrutas são marmanjos com mais de 30 anos de idade. Muitos são ex-reservistas das forças armadas. Não devem ser tratados como crianças, como os aspirantes a oficial são tratados no estagio.

Leandro Muniz disse...

mas importante que o tempo de treinanamento, é o próprio treinamento
e o estágio faz parte do mesmo.portanto
se eles estão tendo um bom curso de formaçaõ não tem porque eles não estagiarem agora.

 
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