quinta-feira, 24 de julho de 2008

Inócuo

Mais um "pacote" de medidas vagas, subjetivas e superficiais é lançado em forma de propostas no combate a homicídios após seminário da Polícia Civil da Bahia, que assim como a PM e a SSP como um todo, parece pecar por estes anúncios indefinidos. Vejamos com base no que foi apresentado pelo jornal Correio da Bahia como impressão das 5 propostas:

1- Desenvolvimento do trabalho de inteligência para identificar as áreas e os grupos que atuam no tráfico de drogas e na prática de assassinatos: não tenho dúvidas que os setores responsáveis já possuem mapeamento no mínimo satisfatório quanto a quadrilhas na cidade, talvez faltem mandados ou recursos operacionais para executar operações, ou dados sigilosos vazem antecipadamente, algo neste sentido. Investir em inteligência é chavão tradicional, bem desgastado.

2- Priorizar os recursos materiais e humanos para setores que atuam na repressão a homicídios e a criação do Departamento de Repressão a Homicídios: isto passaria a fazer sentido se fosse informado o percentual de aumento na alocação de recursos, bem como o prazo e detalhes sobre a criação do novo departamento.

3- Parcerias com vários segmentos sociais para que as autoridades policiais entendam melhor a dinâmica da criminalidade: As autoridades já deveriam dominar essas práticas, se não as conhecem suficientemente, é também algo incerto, incompreensível.

4- Cogitou-se a construção de presídios agroindustriais e pequenas unidades prisionais, que teriam respeitadas a sua capacidade ocupacional, além da imediata remoção dos presos das delegacias para presídios: é uma demanda antiga, e continua sendo só alvo de cogitação e discussão - alguém precisa determinar quando e onde serão feitas estas adequações terminantemente.
5- Maior interação dos organismos internos de segurança pública com os entidades sociais: muito bonita frase, mas diz pouco, quase nada. Se ainda não há interação suficiente, medidas concretas devem ser adotadas, não adianta só dzer que vai ser buscada essa interação sem apontar o processo, as ações.

Não tenho dúvidas de que é possível passar horas discursando sem dizer nada, falando do que é óbvio, do que é subjetivo, metafísico, abstrato. Assim se vai do nada a lugar nenhum.

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