terça-feira, 1 de julho de 2008

Precipitação

Exemplo ideal de um dos erros combatidos como objetivo deste blog acontece agora no Rio de Janeiro. Um julgamento público precipitado e tendencioso já prejudica o policial militar Marcos Pereira do Carmo, que foi execreado pela mídia e, pior ainda, pelo governador Sérgio Cabral, que o chamou de descontrolado e mal preparado, além de dar palpites técnicos sobre atuação policial para os quais certamente não tem conhecimento suficiente. O caso trata de disparos efetuados pelo PM que atuava como segurança do filho de uma promotora em saída de boate no RJ, que acabou vitimando Daniel Duque, um homem de 18 anos. Sua mãe, Daniela Duque, naturalmente, o defendeu de todas as formas, nada mais normal e instintivo, nessas horas os adultos são chamados de jovens, estudantes, adolescentes e até de crianças, quando na verdade já são plenamente capazes do ponto de vista legal; o problema maior começa quando é dada grande ênfase na versão apenas de uma das partes, em prejuízo da outra. Agora, clareando os fatos à luz da apuração legal, depoimentos de testemunhas, como o filho da promotora Márcia Velasco, Pedro Velasco, envolvido na questão, dão conta de coação sofrida pelo policial, que mesmo atirando 2 vezes para o alto, foi cercado pelo grupo, de onde teria surgido o exclame "Vamos tomar a arma dele!". E então, o que fazer em uma circunstância dessa, qual a conduta exigível do homem, deixar-se ser abatido? Entreguemos às autoridades competentes a responsabilidade da apuração completa até o julgamento, conforme rege nossa legislação.

4 comentários:

Danillo Ferreira disse...

A promotora é quem denunciou Fernandinho Beira-Mar. O PM fazia segurança do filho dela, e agora, depois do ocorrido, ela publicou uma "Carta aberta à população", defendendo o PM como indivíduo e como profissional, solicitando o benefício da dúvida, ao tempo em que pede, custe o que custar, justiça - desbancando muitos comentários acalorados e irresponsáveis. Mais sobre o assunto: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u418247.shtml

Anônimo disse...

Esse Sergio Cabral é um moleque mesmo. Não é a toa que a cupula da PMRJ se revoltou contra ele. Essa historia lembra a do promotor Tales que, cercado por mais de 05 jogadores de basquete semi-profissionais, correu,e ao ser alcançado, reagiu.Foi massacrado pela infame mídia sedenta de sangue.

Mônica disse...

Parabéns pela sua postagem, digna de elogios. O que fazer em uma situação assim? Ser espancado e deixar os arruaceiros saiam rindo dizendo que tomaram a arma de um PM?

Edu disse...

Porque nínguem crucifica o promotor Tales que matou um rapaz e feriu outro.?

 
BlogBlogs.Com.Br

'Digite seu e-mail:'

Fornecido por FeedBurner