sábado, 12 de julho de 2008

Proibido

"O secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, enviará um ofício na segunda-feira a todos os Estados, informando que o dinheiro da União não poderá mais ser usado para comprar armas de guerra para policiais, como metralhadoras e fuzis". Esta nova diretriz visa estimular aquisição de carabinas, difundir no policiamento o uso do calibre .40 e para grupos especiais o 556. Realmente é mais fácil, rápido e barato desestimular o uso de calibres como 7,62 do que prover instrução suficiente para capacitar os policiais no emprego destas armas. Onde ainda há certo domínio das tensões na sociedade, o armamento mais pesado já é naturalmente reservado para casos extremos; creio que a perda do controle no Rio de Janeiro fez com que guarnições tipo A, compostas por 2 homens, passassem a portar fuzis, vulgarizando a utilização, e o recente caso do garoto João Roberto foi o estopim para esta decisão emotiva e precipitada.

É comezinho pensar que os criminosos estão alheios a tudo isso e continuarão agindo impiedosamente; resta saber como fica a segurança das bravas guarnições que combatem o tráfico e os roubos a banco no interior da Bahia por exemplo, onde quadrilhas invadem cidades rendendo, subjugando e matando os escassos policiais, disparando tiros por todos os lados, fogo à vontade. Uma medida como esta, que foge à aceitável tendência restritiva, sendo proibitiva e soberba, pode prejudicar quem realmente necessita deste recurso para preservar sua vida e a dos bons.
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Figura 1: Montagem - Foto: GoogleImagens
Figura 2: CAESG/PMBA - Foto: Orkut

Um comentário:

Euclides disse...

So para policia, manda o oficio para a bandidagem também.

 
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