quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Milícia

O jornal Correio da Bahia, que por sinal apresenta na sua página novo design, mais arrojado, contudo aparentemente dificultando a leitura através do acesso das reportagens folha por folha via flip, traz hoje em sua capa o anúncio do avanço de milícias na capital, baseando-se na observação do crescente número de grupos ilegais de segurança privada que coagem moradores e comerciante principalmente em bairros suburbanos a contribuirem financeiramente todo mês para a manutenção de um serviço de vigilância na área. Muitas vezes há policiais ou ex-policiais envolvidos nessa atividade que acaba por conferir indevido poder a quem não tem competência e muito menos capacitação para atuar no campo da segurança pública, criando uma perigosa ilusão de aparente tranquilidade à vizinhança onde atua. É um grande desafio prover segurança em áreas onde o poder público não é bem estabelecido, porém o perigo da permissividade diante do avanço dessa prática ilícita é preocupante, devido ao grau de seriedade e ameaça que a proporção dessa atividade pode acarretar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Observa-se que tal qual a saúde e a educação, que por conta das deficiências e omissões do poder público, passaram a ser um bem disponível para quem tem dinheiro a pagar, a segurança caminha pelos meus trilhos. Daí o estado se enfraquece enquanto provedor e promotor do bem público, deixando espaço para a ação empresarial, o lucro.

Anônimo disse...

Milicia na Bahia? KKKK
Trabalho no Nordeste de Amaralina e é mentira dizer que há "milicia" no Vale das Pedrinhas. Segurança privada existe em toda cidade. Nunca houve um único registro formal em delegacia ou MP de crime de extorsão.
O problema é que, depois que perdeu a certeza das verbas oficiais de publicidade,devido è derrocada politica do gurpo do finado sinhôzinho da Bahia, o Correio da Bahia precisou fazer algo inédito para se sustentar: VENDER JORNAL. Resultado: factoides e mais factoides, principalmente através de uma coluna não-assinada (fato que contraria principios do jornalismo) chamada à queima-roupa. Como já escrevi posteriormente, a Policia é a maior vendedora de jornal do Brasil, e os canalhas cheiradores de pó denominados jornalistas sabem disso muito bem.

Victor disse...

Caro anônimo, concordo em boa parte com o que dizes, milícia como as do Rio de Janeiro certamente não são realidade plena aqui, mas o caminhar a longos passos já conduz a esse rumo. Sobre o Correio da Bahia, assim como os outros jornais, é um produto comercial que usa estratégias para ser vendido, por isso não pode lhe ser conferida credibilidade plena. Leio semanalmente a coluna À Queima-Roupa, com a consciência de ser predominantemente mais um recurso apelativo para aumento de vendagem.

 
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