sábado, 9 de agosto de 2008

Operações

Ontem foi um dia agitado no serviço policial da cidade, a destacar 2 grandes operações. A primeira, denominada Janus, que na mitologia greco-romana é o deus dos portais e transições, foi executada pelo COE da PCBA, com a prisão de suspeitos no envolvimento de corrupção e outros crimes no judiciário. Foram presos advogados, gente envolvida com o poder judiciário, e mais alguns citados em mandados estão foragidos, como o cotado Abdon Abade, popular nos meios policiais locais. No campo operacional, houve um certo desencontro de informações, em virtude do sigilo na entrada dos homens do COE a um edifício de luxo, moradores assustados acionaram a PMBA, que rapidamente se deslocou com diversas viaturas ao local, mas a situação foi esclarecida e contornada sem maiores incidentes. Bom trabalho do MP e SSP na investigação de crimes altamente danosos à sociedade, seguindo por esse caminho com certeza muita "gente graúda" vai aparecer envolvida no esquema.
A outra ação foi denominada Operação Logística, na qual a Polícia Federal agiu apreendendo equipamentos e documentos de empresas do ramo de informática. A tradicional exibição de acessórios táticos avançados, viaturas de luxo, material bélico de ponta, e todo aparato de conforto que dispõe a PF foi justificada através de um disparo fatal contra um cão rotweiller que cumpria sua função instintiva de defender o local onde estava. Diz-se que era preciso invadir a área de imediato, tanto que portões foram arrombados, quebraram muro, sob justificativa de que poderia haver alguém dentro destruindo provas, o que não ocorreu. O cão teria vindo em direção os agentes, que teriam tentado inibir o ataque com spray de pimenta, e sem lograr êxito, foram forçados a executar o animal; alguns jornais acusaram a morte de mais um cachorro além do descrito. Por razões diversas, é muito raro ver a PF fazendo uso de fato do seu invejável armamento em serviço, e dessa vez o "auto de resistência" parece questionável, sob suspeita de encobrir um crime ambiental.

4 comentários:

Miguel Argolo disse...

Rpz crime ambiental nada...o fato ocorreu na netgate(distribuidora), eu sou revendedor e compro algumas peças lá e com o tempo a gente vai conhecendo os funcionários, os cachorros e com esse que morreu não tinha quem fizesse parar. Eram dois mesmo mas acho q nao mataram o outro n.

Arsandrius disse...

Ainda que se rendam louvores à cultura e ao empenho do nobre criador deste blog, não os merecem, noutra via, a postura adotada neste último tópico, onde se tenta alcançar o cúmulo do absurdo criticando operação bem sucedida por ter sido morto, em legítima defesa de um agente policial, um cão violento e feroz.Um simples animal de proteção ou estimação não deve ser óbice ao nobre serviço policial de combater o crime.
Lembre-se que a raça do cão morto normalmente é criada para atuar de maneira feroz contra os homens ao penetrar o território onde habitam, como também o risco que oferecem é muito grande, e os danos que podem causar a um indivíduo num eventual ataque também o são.

Anônimo disse...

Morte ao CÃO!!!!

Victor disse...

Arsandrius, talvez por me conhecer tenha pensado que se trata de uma defesa cega aos caninos; respeito sua opinião, mas penso que pode ter sido frustrante para os agentes chegar ao local e não encontrar ninguém, nem conseguir manter contato com a segurança ou quem quer que fosse para abrir as portas e "render" os animais; será que não vazou a informação da operação, e por isso deu-se toda essa celeuma? Derrubaram o muro, mataram o(s) cão(es), tomara que tenha valido a pena. Se um animal atacar qualquer pessoa, pode e deve ser repelido até mesmo a tiros para que se preserve a vida, mas isso é feito com critério, proporcionalidade, necessidade. Aí que residiu meu questionamento crítico, acerca de quão indispensável foi a ação praticada.

 
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