segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Domingo

A demora no atendimento nas centrais e postos policiais ao longo do circuito tem permitido o surgimento de uma espécie de síndrome de Estocolmo entre condutores e conduzidos, ou entre partes envolvidas em contendas no carnaval. Às vezes imperceptivelmente vínculos são estabelecidos ao se questionar o local onde mora, onde estuda/trabalha, o comportamento, as práticas e outros dados de interesse relacionados à conduta praticada, e não raro alguns brigões acabam por fazer as pazes com o adversário no posto policial, ou ainda um usuário de entorpecente deixe de ver o policial com tanta repulsa, por exemplo. Às vezes o que ocorre na exaltação turbulenta ao lado do trio acaba sendo revisto de modo muito diferente minutos depois, já com maior serenidade em ambiente reservado. São facetas do aspecto policial da festa, nem todos conhecem, mas, em parte, é assim que funciona.

Um comentário:

Na Moita disse...

O risco da síndrome existe porém, o autor da prisão deve ter o cuidado de nao iludir-se com a estratégia de defesa do conduzido, que muitas vezes inconcientemente a utiliza para amenizar os efeitos legais da sua atitude delinquente.

 
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