quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sensação

Considerando a relativa credibilidade das estatísticas e números que a partir de hoje serão apresentados, em virtude do início do Carnaval no final desta tarde, a avaliação do sucesso do policiamento acaba por ocorrer, muitas vezes, em consequência do que é veiculado pela imprensa e acaba sendo difundido via internet, rádio, TV, jornais e no diálogo informal das pessoas pelas ruas, que inevitavelmente tratam do assunto polícia em meio ao carnaval. Há condições de se confiar no que é veiculado pelos meios de comunicação? Diversas são as razões que levam à suspeição das motivações obscuras nos noticiários, é cada vez mais difícil acreditar no senso ético de imparcialidade necessário aos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que farão a cobertura da folia. Nos 7 dias de festa acontece de tudo, e quem tiver com uma câmera nas mãos não vai ter dificuldades em flagrar gente rica e pobre, feia e bonita, alegre e triste, polícia e ladrão, tapas e beijos. O problema reside na bitolação que alguns se propõem a adotar, buscando somente o que há de pior para alimentar interesses escusos. Será que não há uma emissora pouco interessada no evento local, voltando seus holofotes para a transmissão do desfile das escolas de samba no sudeste, deixando o carnaval de Salvador em segundo plano? Será que não há uma outra de orientação fundamentalmente evangélica voltada para a condenação da festa e exploração de suas mazelas? Será que não há jornais com intenções politiqueiras divulgando factóides para sabotar o trabalho das corporações, da prefeitura ou do governo? O povo só tem acesso a imagens editadas da folia, e o que predomina durante os 7 dias em todos os circuitos são momentos de festa e felicidade, mas se uma mão invisível estiver controlando o que será anunciado, filtrando apenas a parte indesejável, todo esforço conjunto se econtra seriamente ameaçado de não obter o merecido reconhecimento na sociedade.

2 comentários:

Na Moita disse...

Apesar da Bahia ser um dos Estados com maior cultura, parece nao influenciar nos princípios e políticas de trabalho da imprensa.
O assunto policia dá tanto IBOPE que nao se procupam em nao deturpar a imagem dos policias, claro que a imagem de policiais usando a força necessária contra desordeiros pode implicar numa pressão da mídia em punir-nos, levando assim a uma baixa estima operacional deixando o serviço a desejar.
Sinto pena de parte da sociedade que facilmente ilude-se com informações tendenciosas, aderem à notícia do jeito que elas chegam aos seus lares e e adotam como opinião própria.
Sou defensor de uma imprensa imparcial que envie ao telespectador uma informação sem opiniões formadas para que o cidadão as receba e tire suas próprias conclusões a respeito do tema abordado.
Particularmente antes de tirar conclusões sobre os fatos, analiso várias fontes de informação e depois de filtrar, percebo que a imparcialidade e o respeito pelo telespectador são uma das políticas que jamais serão adotadas por estas ( imprensas marrons )

KLEBER disse...

O ESTADO BRASILEIRO DESDE OS PRIMÓRDIOS DA REPÚBLICA VELHA, VEM SENDO CONTROLADO PELAS OLIGARQUIAS. NA BAHIA NÃO É DIFERENTE. E ESSA IMPRENSA SENSACIONALISTA QUE IMPERA NO NOSSO ESTADO É REFLEXO DISSO. OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO A SERVIÇO DOS POLÍTOCOS E PODEROSOS, QUE DE ALGUMA FORMA TIRÃO PROVEITO, DO QUÊ PODE SE CONSIDERAR UMA ARMA POLÍTA PODEROSISIMA. DETURPÃO,DIRECIONA,DISTORCEM AS NOTÍCIAS PARA CONFUNDIR A OPINIÃO PÚBLICA. O MAIS INTERESANTE É QUE A IMPRENSA, EM VEZ DE NOS TRAZER, CONHECIMENTO,EDUCAÇÃO E FORÇA PARA LUTARMOS CONTRA AS DESIGUALDADES, FAZEM EXATAMENTE O CONTRÁRIO, TENTANDO NOS "IMBECIALIZAR" SUBESTIMANDO A CAPACIDADE HUMANA DE PENSAR, MESMO VIVENDO EM UM PAÍS QUE NÃO INVESTE EM EDUCAÇÃO.

 
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