Assim como A Tarde, o Correio aproveitou a capa de domingo para tratar de temas de segurança pública, mais especificamente os homicídios, recorrendo a um expediente reprovável, os comparativos impróprios entre realidades d
istintas no campo da estatística. Não imagino argumentos técnicos que respaldem a comparação entre a Bahia e o Iraque, Guatemala e El Salvador. Aliás, comparar capitais do país já é incompatível - Salvador talvez possa se assemelhar a Fortaleza-CE, mas nunca ao Rio de Janeiro-RJ, por exemplo. A reportagem traz a estatística dos homicídios no Brasil, o que mescla desde a agitação de São Paulo-SP, à tribo esquecida no extremo do Amazonas. Dentro da própria Bahia, há municípios que passam anos sem 1 homicídio sequer, enquanto as grandes cidades enfrentam as mortes diariamente. Foram comparadas sociedades, populações, épocas e situações distintas, para assim se obter o resultado desejado, mesmo que não corresponda devidamente à realidade. Trabalhar estatísticas da criminalidade é mais complexo de que se pensa, não pode ser feito de qualquer maneira, como vemos constantemente nos jornais.
istintas no campo da estatística. Não imagino argumentos técnicos que respaldem a comparação entre a Bahia e o Iraque, Guatemala e El Salvador. Aliás, comparar capitais do país já é incompatível - Salvador talvez possa se assemelhar a Fortaleza-CE, mas nunca ao Rio de Janeiro-RJ, por exemplo. A reportagem traz a estatística dos homicídios no Brasil, o que mescla desde a agitação de São Paulo-SP, à tribo esquecida no extremo do Amazonas. Dentro da própria Bahia, há municípios que passam anos sem 1 homicídio sequer, enquanto as grandes cidades enfrentam as mortes diariamente. Foram comparadas sociedades, populações, épocas e situações distintas, para assim se obter o resultado desejado, mesmo que não corresponda devidamente à realidade. Trabalhar estatísticas da criminalidade é mais complexo de que se pensa, não pode ser feito de qualquer maneira, como vemos constantemente nos jornais.





























Ainda estamos abaixo do grau de seriedade com que precisam ser encaradas certas atuações policiais.












