quarta-feira, 8 de abril de 2009

Acerto

Exitosa e merecedora de reconhecimento a ação precisa desencadeada hoje na Barra, capturando-se 5 bandidos antes que executassem roubo a agência bancária, atingindo-se assim a meta de prevenir e reprimir o crime simultaneamente, sem prejuízos à coletividade. Policiais civis do Centro de Operações Especiais estiveram à frente da ação, a PM também se fez presente no local, sendo que um dos ladrões fazia uso de uma farda da corporação no momento da tentativa do roubo, recurso ousado e perigoso nessas horas. Armas e veículo apreendidos, sem troca de tiros, bandidos de alta periculosidade capturados, só lamenta-se que 2 tenham conseguido fugir, por enquanto. Excelente trabalho, mais um traço no contador de sucessos da polícia baiana, que sirva de estímulo para mais acertos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Falha

Quem lê e acredita na manchete do portal Correio se assusta com a informação de que a PM estaria investigando homicídios ocorridos em determinada área, como se polícia judiciária fosse, com competência para exercer tal atividade. Por certo é equívoco de algum "especialista" que digitou a matéria, a PM faz seu trabalho predominantemente preventivo através da ostensividade, com alguns momentos repressivos quando da flagrância do cometimento de delito. Quem atua após o crime ocorrer, visando reunir provas e elucidar o fato é a Polícia Civil, e conforme sua missão constitucional, já está executando diligências através de agentes da 13ªCP/Cajazeiras, de acordo com o escrito no bojo da matéria.

Banco

Roubo a banco é o tipo de ocorrência que provoca terror em municípios do interior, geralmente marcada pelo pânico e demonstrações extremas de violência do crime. Nesta manhã, em Gandu, uma ação desta natureza resultou no ferimento à bala na cabeça de um policial inicialmente identificado como Sgt PM Orlando, quando da repressão ao crime que se iniciou no dia anterior, com a manutenção do gerente como refém, inclusive até a fuga dos marginais. Uma passagem da notícia apresentada na internet mostra um dado relevante da ocorrência, o envio de apoio por parte da PRF através de 2 guarnições, algo extremamente providencial na realidade do interior, onde as restrições de efetivo costumam ser mais severas. Entrosamento entre policiais civis, militares e rodoviários federais é essencial nessa horas, unindo forças para fechar o cerco contra os criminosos. Felizmente o PM passa bem, o disparo atingiu-o de raspão e ele foi socorrido - torce-se agora para que o aparato repressivo seja capaz de capturar a quadrilha.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Investir

Qual a consequência quando um investimento em segurança pública é preterido? Mortes, crimes, violência. Óbvio que a disputa de prioridades entre saúde, educação e outras áreas envolve critérios diversos, mas as consequências imediatas precisam sempre ser avaliadas. Não que um investimento maciço imediato renda resultados absolutos, zerando indicadores, mas já há estatísticas capazes de provar que o incremento em viaturas e efetivo em determinada localidade violenta costuma frear certos crimes, sobretudo homicídios. O Ronda nos Bairros atua nessa vertente, mas carece de ampliação para o alcance de outras áreas carentes, e enquanto providências não são tomadas, mais vidas são eliminadas. Não há como romantizar e pregar a cegueira diante da realidade; quem morre, geralmente, é envolvido com o tráfico - o que não exime a polícia do trabalho preventivo e repressivo, evitando mais mortes. E então, como conseguir as viaturas necessárias? Talvez licitando legalmente, ou privando de conforto alguns privilegiados, ou recuperando as que necessitam de reparos. Como conseguir o efetivo? Através de mais concursos, ou de remuneração em horas-extra na folga, ou retirando de funções não-policiais os combatentes que lá estejam. Não que essas medidas simplesmente solucionem os problemas, mas são remédios paliativos eficientes e ao alcance.

domingo, 5 de abril de 2009

Evento

Importante evento nacional, o III Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ocorreu em Vitória-ES, com mesas redondas, conferências internacionais, audiências públicas e oficinas voltadas para discussões sobre o tema, sendo merecedora de destaque a Mesa Redonda: “O papel dos blogs no debate da segurança pública e a nova blogosfera policial”, onde estiveram presentes sumidades do gabarito de Jorge Antônio Barros (Repórter de Crime), Eduardo Machado (PEBodyCount) , Niedson (Diário do Stive), além do representante da PMBA, Al Of PM Danillo Ferreira, do blog Abordagem Policial. Outra relevante oportunidade de se fomentar as discussões da segurança pública ouvindo quem está no front cotidiano, abrindo merecido espaço a policiais civis e militares em círculos que antes, perigosamente, ficavam restritos a burocratas metódicos ou acadêmicos excessivamente teóricos. É preciso dar ouvidos a quem está mais próximo à execução, felizmente os blogs policiais em geral têm sido uma janela para a contemplação de um novo horizonte almejado. Postagens resumindo o Encontro foram publicadas, parabéns aos participantes e organizadores, que seja um incentivo a mais iniciativas do gênero pelo país.

sábado, 4 de abril de 2009

Solução

Continuando a saga de más reportagens locais sobre o assunto polícia, hoje na capa do A Tarde viu-se uma queixa da Secretaria de Educação do Estrado (SEC) à busca realizada em estudantes adolescentes através do emprego de detector de metais e inspeção nas mochilas que conduziam ao adentrar à escola. A iniciativa, aplicada através da 37ªCIPM/Liberdade logo obteve sucesso, encontrando um cigarro de maconha em posse de um "estudante" de 15 anos. Em Simões Filho, o resultado foram 2 "estudantes" apreendidos por portarem um revólver calibre 22 com 5 munições. Não houve queixas de truculência nas ações, sendo o processo acompanhado por diretores das escolas. A diretora da SEC advertiu e desaprovou a pratica, alegando que "Qualquer educador que tenha concepções pedagógicas firmes não aprova, porque isso fere a formação do cidadão". Falta ela sugerir a solução alternativa para o problema, a PM evitou que aquela arma ferisse e matasse mais alunos, já a educação que tem sido ministrada não tem alcançado tantos resultados na prevenção quanto as buscas e apreensões efetuadas.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Transporte

Ocorrência indesejável que tem se repetido com frequência neste ano, o roubo em coletivo onde policial militar é baleado foi registrado mais uma vez hoje no início da manhã, no Bom Juá, onde o Sgt PM Osmar da Paixão Pereira, da 10ªCIPM/Candeias, teria reagido à ação, vindo a atingir um dos 4 marginais, posteriormente capturado, porém o policial foi alvo de um disparo no ombro, vindo a ser socorrido no HGE. A ocorrência chama atenção para o elevado risco a que estão submetidos os PMs ao se deslocar fazendo uso de transporte coletivo, nem todos conseguem adquirir e sustentar a posse de um carro ou moto por conta de restrições no orçamento, mas é sempre válido o lembrete sobre a necessidade de se focar nesse investimento como prioridade frente a outros desejos que surgem, afinal, além do conforto e comodidade, acima de tudo está a questão da segurança, que parece ser mais assegurada quando se está em um veículo próprio do que em ônibus urbanos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pago

Uma das frases mais comumente ditas por cidadãos deseducados em desfavor de policiais costuma ser "Eu quem pago seu salário!", e poucas são as assertivas tão carentes de fundamento quanto essa. O indivíduo diz isso pensando nos impostos que lhe são cobrados, esquecendo-se que aquele homem a quem dirige o impropério também está submetido ao mesmo controle fiscal, sendo tão contribuinte quanto qualquer outra pessoa, pagando ao Governo as mesmas taxas a que estão sujeitos os demais habitantes. Logo, o policial paga seu próprio salário.
Seguindo mais adiante, percebe-se que a dinâmica cíclica da nossa economia torna a circulação do capital algo constante e ininterrupto, de tal modo que o policial também paga o salário do sujeito reclamante, seja adquirindo seus produtos, utilizando de seus serviços, ou qualquer outro modo de transação financeira. Ou seja, em nossa sociedade, em maior ou menor medida, todos pagam o salário dos demais, sem que isso estabeleça um escalonamento hierarquizado entre as pessoas, uma relação de patrão e empregado distorcida e abusiva. Quem pensar em se arriscar a cometer o crime de desacato contra os homens da lei, que pelo menos o faça de modo mais racional e coerente, não com esse chavão infundado e irrazoável.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Perigosos

A capacitação em relação ao tema de produtos perigosos é indispensável para bombeiros e também importante para guardas e policiais, dada a considerável probabilidade de se deparar com emergências envolvendo tais substâncias no cotidiano, aliada à necessidade de adotar procedimentos técnicos de segurança evitando um mal maior a si e à coletividade. Apesar de existir quem equivocadamente discrimine o assunto como sendo irrelevante, somente útil para caminhoneiros, a falta de conhecimentos na área pode ser trágica diante de uma emergência, seja expondo a risco o agente que adote alguma providência, ou atestando seu despreparo ao ser incapaz de tomar as mínimas medidas necessárias, omitindo-se no cumprimento do seu dever diante da população. Uma das formas de se aprofundar no assunto é realizando o curso de Transporte de Produtos Perigosos, através de instituições como o SENAI. O custo de inscrição é accessível, na edição em que participei as instruções foram em dois finais de semana completos e consecutivos, sendo útil para rever vários temas do trânsito como legislação, direção defensiva, mecânica, além de práticas de bombeiro, primeiros socorros, bem como o tema maior do curso, os produtos perigosos. Quem não pode/quer gastar, tem a opção do curso de Intervenção em Emergências com Produtos Perigosos, de conteúdo semelhante e mais voltado para profissionais da segurança pública, ministrado à distância pela SENASP, inclusive com a opção de ser recompensado financeiramente pela Bolsa Formação. Torce-se para que os inscritos dediquem algum tempo à leitura dos módulos e feitura das provas, evitando que surjam escândalos perigosos, como a denúncia de que haveria policiais fraudando o sistema, pagando cota para que algum colega cumprisse o necessário tendo em vista somente o recebimento do benefício, perdendo a oportunidade de agregar valores úteis à sua capacitação. A resposta adotada deve ser a exigência de provas presenciais nos próximos ciclos. Sem elevar o profissionalismo na prestação do serviço, fica difícil pleitear melhorias estruturais e salariais.

terça-feira, 31 de março de 2009

Molequeira

Uma matéria do portal G1 chama a atenção para o que parece ser uma demonstração de grande falta de profissionalismo por parte de guardas municipais de Ribeirão Pires-SP. O que se depreende da leitura do texto, aliado ao vídeo, é que guardas teriam abusado de um mendigo deficiente mental, espargindo agente químico em seu rosto. Regozijar-se do sofrimento alheio, aplicando dor a outrem como forma de obter prazer, é uma das compreensões do que pode ser denominado tortura. De fato, no cotidiano de guardas e policiais, muitas são às vezes em que bêbados e pedintes importunam o serviço dos agentes, às vezes de modo insistente e insuportável, motivando até uma reação mais enérgica, necessária para repelir a continuidade do ato, o que não aparenta ser o caso do vídeo, uma demonstrativa de despreparo em relação ao uso de spray de gás contra quem não apresenta indícios de ser uma ameaça real de agressão iminente. Um pedinte débil, incapaz, solicitando um copo de água, recebe como resposta a pergunta se quer gás de pimenta, borrachada ou tiro. Continua o diálogo, evidentemente sem plenas faculdades ou juízo do que está sendo discutido, até que um covarde e intenso jato é arremessado no rosto do indivíduo, seguindo-se de gargalhadas sarcásticas. As imagens foram gravadas no ano passado, mas a reportagem é atual, e o tema mais pertinente ainda, demonstrando como fatos isolados podem comprometer instituições e como condutas infantis podem arruinar carreiras (só falta dizer que neste caso é perseguição do Ministério Público, que são os "Direitos Humanos" querendo se aparecer, ou que a "polícia" hoje em dia não pode mais fazer nada). Não se estava reprimindo um ladrão, assassino, estuprador ou criminoso de qualquer natureza que ative instintos raivosos na população, era só o mau trato a um morador de rua que, pelos relatos, mantinha boas relações na vizinhança. Parabenizaria o guarda que fez a denúncia, discordando da passagem onde ele, assim como um popular entrevistado, critica o tratamento por estar sendo dado a um ser humano, e não a um bicho. O agente público que adotar conduta semelhante com um animal comete erro igual ou pior, merecendo também reprovação e repreensão.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Holocausto

A Tarde recorreu a tons intensos de vermelho para anunciar o que chamou de Holocausto baiano, tratando dos homicídios registrados nos primeiros 85 dias do ano. A reportagem, como era de se esperar, comete alguns erros como o de alardear somente que a grande maioria dos mortos é composta de negros pobres, quando também a maioria dos matadores é desta categoria. Não é realidade local extermínios raciais, conflitos étnicos, clãs nazistas - são questões sociais profundas que ultrapassam esses rótulos que jornalistas, promotores e defensores dos Direitos Humanos costumam propagar. Peca mais adiante por só dar ouvidos a uma delegada, que atribui reduções nos índices ao trabalho da Polícia Civil, sem dar espaço à PM, o "gigante" da segurança pública, que foi capaz de operar inquestionável milagre no controle aos homicídios na deflagração da Operação Nazireu, por exemplo. Justiça seja feita, ambas trabalhando juntas maximizam os resultados, e é isso que interessa. Pra variar, anuncia inapropriadamente que a "Polícia matou 72 pessoas", quando na verdade elas vieram a óbito em confrontos, o que muda totalmente a mensagem. Bastaria querer, e os textos seriam bem melhor escritos e alicerçados.

domingo, 29 de março de 2009

Cachorro

Cães costumam estar presentes em quartéis, o que muitas vezes gera problema, já que alguns comandantes não aprovam a permanência dos animais nas dependências comuns. Não só em ambientes militares essa realidade é constatada, guardas municipais de Salvador também convivem com o mesmo drama, oriundo da simpatia cativada em relação a um mascote que pode acabar sendo banido da convivência. É histórico e antigo o entrosamento de cachorros com tropas, alguns esbanjam disposição ao correr com os pelotões, manifestam-se através de latidos durante hinos e descontraem o ambiente carregado que às vezes acaba se formando entre os muros. Nem todos veem deste modo, há quem tema o contágio por alguma zoonose, outros simplesmente não são capazes de enxergar no animal uma companhia agradável, culminando no absurdo inaceitável de praticar maus-tratos aos mesmos, o que constitui crime. Seja em CIPM, Btl, GBM, Módulo ou até na sede da GMS, geralmente um vira-lata se faz presente, e na maioria dos casos sem provocar incômodos que justifiquem a ojeriza de alguns. Nem todos acreditam, mas o modo com que as pessoas tratam os animais fala muito sobre sua personalidade, basta observar.
Créditos da imagem: Alex Diaz

sábado, 28 de março de 2009

Sucesso

Assim como a COPPA, outro grupo especializado de emprego diferenciado é a Companhia de Operações Especiais, também alvo de certa discriminação na sociedade e principalmente na tropa, talvez por não contar ainda com a predominante admiração, respaldo e respeito de unidades como a Rondesp, cuja popularidade é fruto do trabalho constante e ininterrupto no cotidiano. Ações de sucesso predominam com larga folga sobre as falhas na atividade desempenhada pela PMBA, talvez isso não esteja sendo suficientemente propagado na imprensa, faltando um pouco mais de divulgação dos exemplares feitos conseguidos pelo efetivo. Em recente atuação, a COE foi capaz de evitar um suicídio fazendo uso da pistola Taser. O jovem Edson Vagner da Silva, de 27 anos, ameaçava suicidar-se em sua residência em Pirajá, já tendo feito perfurações no próprio corpo com uma faca. Com destreza, sem expor a integridade dos PMs a tanto risco e salvando mais uma vida humana, os "homens de preto" da milícia baiana conseguiram resgatar com vida o rapaz, que foi socorrido em hospital, empregando este recém-chegado recurso moderno. Mais um dos tantos méritos diários alcançados pela corporação.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vândalos

Uma corja de vândalos desocupados achou-se no direito de bloquear o trânsito de uma avenida no Planeta dos Macacos, em São Cristóvão, ontem, sob alegação de protesto contra ação policial. Praticando o que melhor sabem fazer, os baderneiros jogaram combustível na pista, sobre pneus, e até em carros que estavam no local, ateando fogo de modo a bloquear o a passagem de veículos.Alguns condutores de ônibus, carros e motos que tentavam retornar sobre o canteiro ou continuar seu destino foram ameaçados, atacados, apedrejados e tiveram seu patrimônio e integridade ferida, sem terem dado causa à revolta dos marginais. As imagens transmitidas pela TV flagram um pneu sendo arremessado contra um motociclista que passa, entulho, pedras e tijolos contra táxis, ônibus e carros particulares que sairam danificados, culminando no momento em que um homem, enquanto passava de moto, é cercado covardemente pelos criminosos que iniciam um linchamento, surrando-o com chutes, socos, pancadas no capacete, que o fazem cair com a moto. O que a súcia delinquente não esperava é que o rapaz, de identidade e profissão ignoradas, sacasse de uma arma de fogo na mochila, momento em que os malandros fogem ligeiramente depois de cometerem seus crimes. É provável que ninguém se preocupe em aproveitar as imagens para identificar e capturar os bandidos que estavam praticando desordens nas ruas, o que com certeza não seria nem um pouco difícil. Talvez o foco mude, e tentem perseguir o cidadão que foi atacado abruptamente. As imagens completas não foram encontradas na internet, mas a parte da surra ao motociclista está disponível em A Tarde, é recomendável assistir para ter sua própria opinião. O Correio, por exemplo, já foi capaz de divulgar que "...motociclista jogou a moto contra os manifestantes, que ficaram apavorados". Assista ao vídeo e diga se é isso que aconteceu, se a razão estava com os adolescentes infratores e demais meliantes que se agrupavam no local.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Incompreensível

Alguém consegue explicar o aparente disparate exposto no portal A Tarde, convidando a comentar a seguinte pergunta: Você já foi abordado pela polícia ou foi vítima de sequestro relâmpago? Não fui capaz de fazer uma correlação que justificasse a ideia de alternância optativa no questionamento. Prefiro não acreditar que a intenção do jornalista que escreveu isso seja a primeira que me veio em mente. Se for, não se sabe mais onde o noticiário baiano vai parar - precisamos de respostas.

Fechados

Reportagem de capa do Correio hoje lamenta a previsão de fechamento definitivo de todos os módulos na cidade, devendo ser substituídos por módulos móveis, ainda em fase de projetos e estudos. Substituir por rondas talvez seja até mais eficiente, mas por certo desagrada a população das adjacências, que vê naquele ponto base um referencial de segurança. Ainda creio que essas estruturas tenham aspectos positivos, descentralizando as bases de policiamento de modo a fornecer aos policiais alguma proteção das intempéries, instalações sanitárias, suprimento de água e até alimentos, melhor comunicação, entre outras vantagens, desde que as estruturas não sejam sucateadas, seja por falta de manutenção periódica dos escalões responsáveis, ou por mau uso por parte daqueles que o têm como local de trabalho diariamente. Um módulo estruturado, com 2 a 4 policiais, dispondo de 1 ou 2 motocicletas, ou até uma viatura, facilitaria o rápido atendimento de ocorrências nos bairros, contudo carências e obstáculos parecem impossibilitar a colocação em prática de ideias desta natureza. O assunto já foi abordado por outros jornais anteriormente, sendo discutido em pelo menos 3 vezes anteriores aqui no blog (1, 2 e 3), chegando-se agora a este desfecho.
Só o tempo dirá se estamos perdendo ou ganhando com a vindoura aposentadoria deste simbólico posto avançado da corporação.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tragédia

Justo ao tempo em que se contam poucas mortes de policiais militares vítimas de homicídio até o momento em 2009, surge uma terrível e trágica notícia de acidente envolvendo uma guarnição composta por 4 policiais militares da 17ªCIPM/Uruguai, sendo que 2 deles, lamentavelmente, vieram a óbito. A viatura, que estava perseguindo traficantes, acabou caindo em uma vala de esgoto em Alagados IV, e mesmo com alguns populares tendo auxiliado no socorro, o pior veio a acontecer com os milicianos Angaraci Sales e Ivanildo Santos da Conceição, que não resistiram. Nos telejornais da noite, a Band, a TV Bahia, Itapoan e a Aratu malmente dispensaram 10 ou 15 segundos para transmitir com frieza o ocorrido, sem espaço para manifestações, como ocorre prolongadamente diante de qualquer fato suspeito que pese contra algum policial - isso também foi visto nos mesmos jornais, levantando acusações contra policiais civis e militares sobre um fato ocorrido no Planeta dos Macacos. Inimaginável o sofrimento da família, dos amigos, colegas de trabalho, diante de uma perda tão fatídica, durante o cumprimento do dever por parte dos guardiões da lei, defensores da sociedade. Registre-se aqui o profundo pesar e inconsolável lamento no luto pelo passamento dos PMs, ainda que, para a mídia ou até a sociedade, tenha pouca importância a dor daqueles que dão a vida pela segurança alheia.

terça-feira, 24 de março de 2009

Queixa

O jornal A Tarde voltou a tratar na segunda-feira sobre o assunto de capa no domingo, a problemática do treinamento e preparo na PMBA. Com base nas opiniões coletadas de "soldados anônimos" pelas ruas, a matéria tratou de condenar a capacitação continuada na corporação. Sim, existem problemas, contudo, diante o exposto, é preciso encarar certas realidades, como a parcial responsabilidade dos "alunos" pelo insucesso de certas instruções. Isso é dito com base na própria experiência do CFO, a realidade na Academia nos mostra que nem todos se interessam de fato pelas aulas, por mais importantes ou interessantes que sejam - muitas vezes estes relapsos são os primeiros a dispararem as críticas mais duras. Há ainda aqueles que se recusam a gastar meia hora de sua folga com o aprendizado, ou esperam tudo "de bandeija". De fato, parte da tropa, nos mais diversos escalões, não parece estar satisfeita com a instrução que deixou de receber, ou que ainda vai ser ministrada. Mas ao mesmo tempo pergunta-se: estão satisfeitos com a estrutura, armas, viaturas, salários, carreira, uniformes...? A Economia nos ensina que as necessidades são ilimitadas mas os recursos são escassos, limitados. Não devemos nos acomodar achando que o que se tem já é o bastante, igualmente não se deve cruzar os braços e deixar de fazer sua parte por falta de alguma parcela para alcançar o 100%.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Partida

Clássicos de futebol são sempre "aulas" para quem estuda o policiamento, dando margem a diversas análises. Do jogo de ontem, pode-se depreender como o foco do problema parece se resumir às torcidas organizadas Bamor e Imbatíveis, inegavelmente composta por muitos (mas não todos) indivíduos de reputação duvidosa, menores infratores, consumidores de drogas, praticantes de desordens e com passagens pela polícia. Longe de um rótulo precipitado e preconceituoso, essa é uma constatação prática que não há como ser afastada da realidade. O cenário antes do jogo era claro, várias centenas de policiais suportando o calor escaldante sob um capacete, fardados com calça, coturno, duas camisas que esquentam bastante, cinto de equipamentos, numeração ostensiva ou identificação que permite facilmente a detecção e responsabilização por qualquer falha cometida. Estão lá, trabalhando em plena tarde de domingo, alguns sem receber um centavo a mais por isso, e dispostos a proteger o cidadão - mesmo aquele que, por opção, vive às margens da lei. Do outro lado, dividem-se entre facções tricolores e rubro-negras vários baderneiros, que desde seus bairros são escoltados por diversas viaturas, motos, cavalos, patrulhas a pé e até helicóptero fazendo a cobertura. Chega a ser paradoxal o grandioso aparato destinado à "turma da bagunça", quando não há a mesma assistência para os cidadãos de bem. A PM prepara um grande cordão de isolamento à frente do estádio, a aproximação dos "diferentes" é marcada pela agitação criminosa de xingamentos, gestos obscenos, culminando no arremesso de latas, garrafas e pedras uns contra os outros. A PM então reage, contendo os excessos, e isso faz com que ela seja criticada duramente, como se fosse a errada no cenário. A crítica deveria ser ao contrário, a conjuntura atual tornou os policiais tão tolerantes e cordiais que estão esperando o pior acontecer para então agir, estão dando margem à balbúrdia até que se chegue ao insuportável. É preocupante ter que escalar mais de 1 mil policiais para um evento especial desta natureza, a cada disputa o efetivo empregado cresce mais ainda, e os problemas continuam. No posto da Polícia Civil no estádio, os computadores sequer conectavam-se à rede, impedindo o bom andamento do serviço. Para a segurança, a preocupação se resume, quase que em absoluto, aos integrantes das 2 agremiações citadas - os torcedores que vão isolados, por conta própria, dificilmente se envolvem em problemas. Mesmo com o empurra-empurra diante da dificuldade para ingressar, estes últimos não saem aos sopapos, e a PM se desdobra para gerenciar, por exemplo, a quebra de catracas, um erro que não lhe cabe prevenir, nem tem meios de solucionar, mas recai sobre ela a responsabilidade pelo "remédio". Estão querendo transformar mocinhos em bandidos, quem estava lá acoolizado, entorpecido, sem camisa, xingando, gesticulando de modo obsceno, arremessando objetos e procurando briga não eram os policiais, eram os marginais. Os policiais militares suportaram o desgaste e foram obrigados a agir com a força necessária em casos excepcionais, o que gera críticas infundadas. Mesmo com o placar de 0 x 0, que tende a limitar a agitação ao final, as corjas ainda apresentam disposição para se enfrentar na saída, passadas 2 horas do final da partida. Basta imaginar que, se só fosse pra lá a polícia, tudo seria pacato e sem alterações. Se fosse somente a torcida, muitas seriam as mortes. Indo ambas, por mais que a corporação evite, ainda persistem as desavenças, mas dentro da técnica são solucionadas, e incompreensivelmente alguns jornalistas se desdobram para encontrar defeitos e tentar diminuir o brilho do trabalho. Parabéns aos cumpriram com primor o seu dever neste domingo.

domingo, 22 de março de 2009

Jogo

Mais um domingo de clássico no futebol baiano, um esquema especial foi montado na Operação BAxVI, visando assegurar a tranquilidade do torcedor que for ao estádio assistir à partida hoje. Um total de 993 militares, entre policiais e bombeiros, estarão envolvidos na segurança, seja dentro, fora, nas imediações ou até longe do estádio, onde ainda haja repercussão e movimento relacionado ao evento. APM, BPChq, Rondesp, GRAER, EsqdMclÁguia, EsqdPMont, COPPA, BAPOP, CIPMs, CFAP e SALVAR são as unidades que comporão a tropa envolvida no que se espera ser uma festa. A PMBA como um todo faz o possível para que tudo transcorra dentro da normalidade, contornando problemas e reprimindo condutas ilícitas, o que já ocorre dias antes da partida, como na prisão de 3 cambistas com mais de 100 ingressos realizada por guarnição da 39ªCIPM/Boca do Rio hoje pela manhã - ressalte-se que os presos foram apresentados na 9ª Delegacia de Polícia (Boca do Rio), mas como não havia delegado na unidade policial, foi necessário deslocar para a 12ª Delegacia de Polícia (Itapuã). Espera-se que os integrantes das torcidas organizadas, especialmente TUI e BAMOR, saibam ter comportamento condizente com a festa, selando a sadia rivalidade sem espaço para violência.

 
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