terça-feira, 3 de março de 2009

Gratificação

Não se pode gratificar adicionalmente um servidor pelo mero cumprimento de suas obrigações, sob pena de faltar com a devida moralidade administrativa e, pior, torná-lo um caçador de recompensa, em vez de um profissional responsável. Essa tem sido uma grande problemática do serviço público, aliada ao "problema" da estabilidade, criada talvez para romper com a vulnerabilidade das demissões por manobras políticas, mas que trouxe um efeito colateral em acabar por difundir a improdutividade em certos setores. Passa pela mente de alguns funcionários públicos, em determinadas carreiras, de que ele não precisa demandar qualquer esforço em promover sua própria atualização e continuidade dos estudos, bastaria esperar a mera passagem do tempo para ser promovido e finalmente se aposentar. Há quem creia na ideia de que no final do mês o salário está garantido, então os dias se passam sem que se trabalhe quase nada, só contando o tempo até a data da recompensa a que não faz jus. Um ganho adicional é merecido e estimulante aos que fazem além das suas obrigações, o salário é a contraprestação pelo serviço promovido na medida de sua responsabilidade, não pode ser uma caridade a quem em pouco ou nada colabora com o cumprimento da missão. Nem o excesso em voluntariados gratuitos nem a injustiça em dar menos do que o merecido a quem merece, o ideal é conceder a cada um a medida correspondente às suas condutas.

5 comentários:

Água disse...

Resumiu bem o funcionalismo público. Não só a estabilidade acaba sendo uma praga, mas a total falta de gestão é impressionante. Os funcionários fazem o que querem, e desde que não seja uma falta grave, os chefes nada podem fazer na maioria dos casos. Sofre a população, que precisa do atendimento.
Há instituições onde a gratificação depende do desepemnho individual e também do desempenho do órgão, medida a partir de metas estabelecidas anteriormente. Acho uma idéia interessante. Assim como a progressão horizontal e vertical dependerem de avaliações de desempenho, onde pesa assiduidade, pontualidade, produtividade, etc. A coisa está avançando, ainda que a anos-luz da eficiência das empresas.

Na Moita disse...

Interessante o assunto abordado em pauta, concordo plenamente com o comentário acima mas, existem setores públicos que são considerados (Cancer) da máquina estatal, como exemplo da segurança pública, saúde e educação, pois não geram receitas e sim despesas com a folha de pagamento, logo são desprezadas pelas políticas de justa remuneração.

José Ricardo disse...

Percebo que o senhor tem uma visão muito errada da tropa.

Victor disse...

José Ricardo, o comentário foi direcionado a mim? O texto não se dirige especificamente a policiais militares, mas ao serviço público como um todo, englobando a nossa categoria, não em sua totalidade, mas com parcelas notáveis em todos os graus hierárquicos.

Na Moita disse...

José Ricardo, percebi que você nao entendeu ou nao interpretou corretamente o texto em pauta, caso isso tenha ocorrido, o espaço está aberto para para novos comentários.

 
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